Encerrar livre circulação da UE não deve reduzir migração ao R.Unido

Londres, 6 mar (EFE).- Pôr fim à livre circulação de trabalhadores procedentes da União Europeia (UE) pode não reduzir a migração líquida no Reino Unido -diferença entre as chegadas e saídas do país-, segundo um relatório parlamentar divulgado nesta segunda-feira.

O texto, elaborado pela subcomissão de Interior para a UE da Câmara dos Lordes -câmara alta-, observou que o último dado oficial sobre migração líquida neste país revelou que esse número foi "mais alto" no caso de cidadãos chegados de fora da UE.

"Até o final de junho de 2016, a migração ao Reino Unido procedente de fora da União Europeia foi de forma consistente mais elevada do que a procedente da UE, apesar dos indicadores relevantes de política estarem sob controle nacional", afirmou o documento dos Lordes.

No mês passado, o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS) publicou que a migração líquida a longo prazo no Reino Unido se reduziu nos 12 meses até setembro em 49 mil pessoas, até um total de 273 mil, seu nível mais baixo nos últimos dois anos.

O dado se afasta do objetivo fixado pelo governo de diminuir a migração líquida abaixo das 100 mil pessoas.

O comitê acrescentou que "a restauração do controle nacional sobre a migração da UE poderia, ou não, gerar uma redução no número geral da migração líquida".

O relatório considera também que aplicar o sistema de permissões de trabalho usado atualmente a cidadãos não comunitários àqueles que vêm da UE afetaria de maneira "desproporcional" a capacidade de alguns empregadores para contratar trabalhadores comunitários e poderia gerar um déficit de mão-de-obra em setores como saúde e horticultura.

"A maneira precisa na qual o governo propõe dar por concluída a livre circulação é um aspecto crucial no enfoque do Reino Unido nas negociações com a UE e poderia ter consequências de longo alcance para o futuro das relações comerciais do Reino Unido com a UE", alertou a presidente do comitê, Usa Prashar.

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