EUA vetam entrada e investigam 300 refugiados por terrorismo

Washington, 6 mar (EFE).- O governo americano proibiu nesta segunda-feira a entrada no país durante 120 dias dos refugiados de todo o mundo para reforçar os procedimentos de segurança, e informou que FBI está investigando mais de 300 deles nos Estados Unidos por possíveis atividades terroristas.

Na ordem anterior, emitida em janeiro e suspensa por um juiz federal, estava proibida de maneira indefinida a entrada de refugiados sírios nos EUA, mas desta vez o governo não os menciona de maneira específica e os iguala ao restante dos refugiados, por isso terão sua entrada no país proibida durante 120 dias.

"Suspendi temporariamente o programa de admissão de refugiados enquanto são revisados nossos procedimentos de controle e avaliação dos refugiados" que desejam entrar no país, disse o presidente americano, Donald Trump, em sua nova ordem executiva.

No entanto, o Departamento de Segurança Nacional e o Departamento de Estado estudarão as solicitações dos refugiados durante esses 120 dias caso a caso e poderão ordenar uma permissão de entrada a alguns deles para entrar nos EUA caso sua entrada seja algo de "interesse nacional", segundo a nova ordem.

O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, confirmou que seu Departamento "implementará as provisões que permitam a admissão de refugiados quando for determinado que não apresentam um risco para a segurança ou o bem-estar dos Estados Unidos".

No entanto, o governo de Trump insistiu em sua teoria de que o programa de refugiados pode servir para a entrada de terroristas, apesar dos rigorosos controles aos quais são submetidos durante anos os que desejam obter asilo nos EUA.

"Sabemos que muita gente que procura apoiar ou cometer atos terroristas tentará entrar no país mediante nosso programa de refugiados", disse nesta segunda-feira o procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions.

"De acordo com o FBI, há mais de 300 pessoas que chegaram aqui como refugiados e que estão hoje sob investigação do FBI por potenciais atividades relacionadas com o terrorismo", acrescentou.

O governo não deu detalhes sobre as nacionalidades dos refugiados investigados, embora a ordem executiva assinada por Trump cite dois exemplos de refugiados condenados por atividades terroristas nos EUA.

Em 2013, dois iraquianos que tinham chegado ao país como refugiados em 2009 foram sentenciados a longas penas em prisão por "ofensas relacionadas com o terrorismo"; e em 2014, um somali que tinha chegado ao país como refugiado quando era criança e depois se tornou cidadão americano tentou detonar uma bomba em uma cerimônia natalina em Portland (Oregon), segundo a ordem.

Uma vez retomada a admissão de refugiados nos EUA, será permitida a entrada de no máximo de 50 mil no ano de 2017, um limite idêntico ao da primeira versão do veto, emitido em janeiro e cuja execução foi suspensa por um juiz federal.

Esse número limite reduz a menos da metade o teto marcado para o ano pelo governo do ex-presidente Barack Obama, que tinha autorizado a entrada de no máximo 110 mil refugiados, um aumento de 57% em relação a 2015.

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