Ex-premiê Alain Juppé diz que não será candidato à presidência DA França

Paris, 6 mar (EFE).- O ex-primeiro-ministro da França e que recentemente foi derrotado nas primárias da direita, Alain Juppé, confirmou nesta segunda-feira que "não será candidato à presidência" do país no lugar de François Fillon, já que ele não considera que tem capacidade de unir seu grupo político.

Em declaração em Bordeaux, cidade da qual é prefeito, Juppé reconheceu que "é tarde demais" para ele, e que não representa a "renovação" que os franceses exigem.

"Confirmo que não serei candidato à presidência da República. Direi isto a Fillon e a (Nicolas) Sarkozy se estes desejarem se reunir comigo", disse Juppé, em aparente alusão ao convite do ex-presidente francês para uma reunião com o candidato conservador e com o prefeito de Bordeaux para solucionar a crise.

Juppé lamentou a confusão que o país vive a poucos dias das eleições presidenciais e criticou com bastante firmeza Fillon, a quem tachou de "obstinado".

"O início das investigações da justiça e de seu sistema de defesa baseado na denúncia de um suposto complô e de uma vontade de assassinato político o levaram a um beco sem saída", lamentou o político.

Juppé também se mostrou preocupado com a radicalização de um núcleo de militantes, "como ficou demonstrado na manifestação de ontem (em defesa de Fillon)".

"Não estou disposto a realizar o reagrupamento necessário em torno de um projeto unificador", afirmou o ex-premiê, antes de reconhecer que também não pode representar a renovação "que parece mais forte que a necessidade de experiência".

Juppé admitiu que sua decisão de não concorrer à presidência provocará "decepção em muitos" e também lhe renderá "críticas",

Hoje, o comitê político do partido Os Republicanos reunirá às principais figuras da direita, entre eles o próprio Fillon, para tentar buscar uma solução para a crise.

O nome do ex-ministro François Baroin é o mais citado pelos dirigentes da direita que reivindicam um substituto na candidatura.

Todas as pesquisas deixam Fillon fora de um eventual segundo turno nas eleições presidenciais, ao qual chegariam a representante da extrema-direita Marine le Pen e o sócio-liberal Emmanuel Macron. EFE

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