ONG denuncia ataques do exército do Afeganistão a instalações médicas

Nações Unidas, 6 mar (EFE).- A ONG Watchlist denunciou nesta segunda-feira na sede da ONU os repetidos ataques contra hospitais, centros de saúde e pessoal sanitário perpetrados durante os últimos dois anos pelas forças armadas do Afeganistão.

A organização, em entrevista coletiva, pediu que o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, aponte publicamente o exército afegão como responsável deste tipo de ataques em seu próximo relatório sobre crianças e conflitos armados.

Segundo a Watchlist, as várias agressões contra o setor sanitário tiveram impacto significativo para as crianças no Afeganistão, onde mais de 2,3 milhões delas precisam de atendimento médico de forma crítica.

Em um relatório, a ONG, com sede em Nova York, documentou mais de 240 ataques entre 2015 e 2016 contra instalações médicas e agentes sanitários no Afeganistão.

A maioria deles foi perpetrada pelos talibãs e outras forças antigovernamentais, mas pelo menos 35 são atribuídos pela ONG às forças armadas afegãs.

Por isso, pela primeira vez, a Watchlist pede à ONU que inclua o exército do Afeganistão em seu relatório sobre crianças e conflitos armados, no qual são identificados atores responsáveis de ataques à infância em diferentes guerras e no qual até agora já estão incluídos os talibãs.

Além disso, a ONG exige que o governo afegão estabeleça um órgão independente e permanente que investigue estes ataques.

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