Rússia divulga vídeo sobre presença de forças especiais na Síria

Moscou, 6 mar (EFE).- A Rússia divulgou nesta segunda-feira um vídeo sobre a participação de suas forças especiais na operação de libertação da histórica cidade síria de Palmira, controlada até semana passada pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

A gravação de um minuto e meio mostra como os soldados russos se deslocam pelo deserto sírio em direção a Palmira em veículos blindados e helicópteros de assalto.

Os soldados de operações especiais utilizam morteiros, lança-granadas e baterias com projéteis antitanque para atacar as posições inimigas.

Segundo o vídeo, publicado pelo Serviço Federal de Segurança (FSB, antiga KGB), os soldados russos destruíram tanques e automóveis com terroristas suicidas.

"Alvo: um jihad-móvel. Distância: 2.000 metros. Fogo!", grita um dos militares.

A gravação termina com os soldados russos fortemente armados apostados nas ruínas da cidadela greco-romana, anteriormente controlada pelos jihadistas.

A partir de agora, começa a remoção de minas de Palmira, trabalho que os peritos russos já realizaram no ano passado após retomarem a cidade do EI, que a recuperou de novo em dezembro de 2016.

"A aviação russa e as Forças de Operações Especiais tiveram um papel decisivo na destruição dos grupos do Estado Islâmico na região de Palmira", informou na semana passada o general russo Sergei Rudski.

Moscou nunca tinha reconhecido a presença de tropas terrestres combatendo no país árabe, com a exceção de assessores e militares desdobrados no terreno para a correção de tiros.

Além disso, o Ministério da Defesa informou nesta segunda-feira sobre a morte de um militar perto de Palmira durante o ataque perpetrado pelos jihadistas contra uma zona onde estavam assessores militares russos, embora a imprensa fale de mais uma baixa, pelo menos, nas fileiras do exército.

O Kremlin organizou em maio de 2016 um grande concerto no anfiteatro de Palmira, que incluiu um discurso por videoconferência do presidente russo, Vladimir Putin, que certificou então a libertação da "barbárie jihadista" dessa cidade, patrimônio universal da Unesco.

Por isso, sua reconquista foi considerada uma "questão de honra" pelo diretor do Museu Hermitage, Mikhail Piotrovski.

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