Abe e Trump dizem que último teste da Coreia do Norte é "nova fase de ameaça"

(Atualiza com nova declaração e conversas da Defesa).

Tóquio, 7 mar (EFE).- O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmaram nesta segunda-feira que a Coreia do Norte entrou em uma "nova fase de ameaça" com o lançamento de quatro mísseis balísticos que caíram perto do litoral japonês.

Os dois conversaram por telefone e concordaram que os atos de Pyongyang representam um novo "ato provocador" e uma "clara violação" das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, explicou Abe após o diálogo com o presidente americano.

"Trump me disse que os EUA estão 100% com o Japão e me pediu para transmitir essa mensagem ao povo japonês", disse o primeiro-ministro.

O recente lançamento "é um claro desafio para a região e comunidade internacional", disse Abe, quem mostrou a vontade do país asiático em reforçar sua parceria com os EUA.

Por sua parte, a ministra da Defesa, Tomomi Inada, realizou uma conversa telefônica com seu colega americano, James Mattis, que disse que os "reiterados atos provocativos" de Pyongyang são "inadmissíveis", informou o ministério japonês.

Os ministros da Defesa concordaram sobre a necessidade de um maior intercambiando de informações em diferentes níveis para a adoção de futuras medidas conjuntas.

Tomomi Inada, que realizou outra conferência com o ministro da Defesa da Coreia do Sul, Han Min-goo, concordou com ambos em fortalecer a cooperação entre Tóquio, Washington e Seul para lidar com Pyongyang.

A Coreia do Norte afirmou hoje que o lançamento foi um sucesso e disse que se tratava de um teste que tinha como objetivo "alcançar as bases das forças americanas de agressão imperialista no Japão".

Os mísseis, que os especialistas consideram que podem ser de curto ou médio alcance, percorreram cerca de 1.000 quilômetros antes de cair no mar em águas da Zona Econômica Especial do Japão, que cobre uma área que vai até 370 quilômetros de distância do litoral.

O próprio líder norte-coreano, Kim Jong-un, supervisou o teste e deu ordens às tropas para que ficassem "plenamente preparadas para abrir fogo contra os inimigos", disse a agência estatal "KCNA".

O novo lançamento foi condenado na comunidade internacional, inclusive pela China, país mais perto do que o regime norte-coreano pode chamar de aliado.

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