CE lamenta "aumento" de ataques a mulheres no "anonimato covarde" da internet

Bruxelas, 7 mar (EFE).- A Comissão Europeia (CE) lamentou nesta terça-feira o "aumento" dos ataques contra os direitos das mulheres através "do anonimato covarde da internet", em uma declaração conjunta assinada por nove comissários europeus, por causa do Dia Internacional da Mulher, que será comemorado amanhã.

"A intolerância contra as mulheres e a misoginia se manifestam na esfera pública, assim como nos ataques amparados pelo anonimato covarde da internet. Os ataques contra os direitos das mulheres estão aumentando", afirmou o Executivo comunitário.

Os comissários lamentam também que "são muitos os europeus que seguem pensando que as relações sexuais não consentidas podem ser justificáveis".

"As mulheres também são as que mais sofrem com a discriminação e com a violência, especialmente nas zonas em conflito de todo o mundo", acrescentou a Comissão Europeia.

No entanto, os comissários destacaram que "as mulheres também são frequentemente as primeiras a buscar soluções e demonstrar resiliência em momentos de dificuldade, e que possuem uma visão voltada para o futuro de seus países".

"Esta é a razão pela qual a CE segue trabalhando com grupos de mulheres no mundo todo, inclusive nas circunstâncias mais difíceis, como no Afeganistão e na Síria", explicaram os comissários.

Segundo os dados publicados hoje pelo relatório anual europeu de Igualdade de Gênero, em 2017 há "mais mulheres do que nunca no mercado de trabalho, que se graduam nas universidades e que participam ativamente da política e ocupam cargos de responsabilidade nas empresas europeias".

Dentro da CE, as mulheres representam 55% do total de funcionários.

"No entanto, muitas mulheres, especialmente as mães de famílias monoparentais, seguem tendo dificuldades para conseguir sua independência econômica na União Europeia" (UE), lamentaram os nove integrantes da Comissão.

Embora a taxa de emprego das mulheres na UE tenha alcançado um recorde histórico de 65,5% em 2016, "ainda há uma grande diferença com relação ao percentual do 77% dos homens".

"Muito mais deve ser feito, tanto dentro como fora da Europa", enfatizaram os comissários, para quem "frequentemente, as mulheres são incluídas entre as pessoas mais vulneráveis nos conflitos, em situações de migração e deslocamento".

Além disso, a CE concluiu que, no contexto migratório atual, "aumentou exponencialmente o número de mulheres vítimas da tráfico humano que chegam à UE".

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