Chefes militares dos EUA, Rússia e Turquia coordenam ações na Síria e Iraque

Ancara, 7 mar (EFE).- Os chefes dos Estados-Maiores de Rússia, Turquia e Estados Unidos iniciaram nesta terça-feira uma reunião de dois dias na cidade de Antalya para melhorar a cooperação militar na Síria e no Iraque, evitando assim enfrentamento entre suas tropas, indicou o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim.

"É preciso uma excelente coordenação para limpar a Síria de todas as organizações terroristas. Sem essa coordenação, haveria risco de enfrentamentos que não queremos de forma alguma", indicou Yildirim.

O general Hulusi Akar, chefe da cúpula militar da Turquia, foi o anfitrião do encontro com Joseph Francis Dunford, representando os EUA, e Valeri Guerasimov, pela Rússia. Em nota, o Exército da Turquia disse que na reunião foram "tratados assuntos relacionados com a segurança na região, especialmente na Síria e Iraque".

Vários veículos da imprensa turca afirmaram, citando fontes militares anônimas, que a operação contra a "capital" do Estado Islâmico na Síria, Al Raqqa, foi um dos principais pontos de discussão. Também foi debatida a situação de Manbij, um reduto da milícia curda YPG ao oeste do Rio Eufrates, a poucas dezenas de quilômetros das forças turcas no território sírio.

O governo da Turquia já declarou em outras oportunidades que tem como objetivo "limpar" Manjib das milícias curdas. Elas são consideradas por Ancara como terroristas, mas recebem o apoio de Washington, que avalia que o grupo é um aliado essencial para combater o Estado Islâmico no terreno.

Yildirim relativizou ontem a postura do governo, ao afirmar que a Turquia não tem planos para Manjib e que só exige que o YPG se retire do leste do Rio Eufrates. Qualquer ação para expulsar as milícias curdas da região está descartada se não houver a aprovação dos EUA e da Rússia, disse o primeiro-ministro.

"Não faz sentido fazer uma operação ali sem a cooperação da Rússia e dos EUA. Não daria resultado e complicaria as coisas. Por isso, agora estamos realizando negociações militares e técnicas", explicou Yildirim.

Apesar de turcos e curdos ainda não terem se enfrentado diretamente, um morteiro lançado ontem pelo YPG feriu quatro soldados turcos que estão na Síria.

A situação se complica porque em uma pequena região do noroeste da Síria há milícias rebeldes apoiadas por soldados turcos, o Exército de Bashar al Assad respaldado pela Rússia e grupos curdo-sírios protegidas pelos EUA.

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