CIA mantém silêncio sobre vazamentos do Wikileaks

Washington, 7 mar (EFE).- A CIA manteve silêncio nesta terça-feira sobre os milhares de documentos vazados pelo portal Wikileaks que descrevem um suposto programa secreto de espionagem da agência americana para invadir os smartphones e computadores conectados à internet.

"Não faremos comentários sobre a autenticidade ou o conteúdo de supostos documentos de inteligência", disse à agência Efe a porta-voz da CIA, Heather Fritz Horniak.

O site Wikileaks, fundado pelo australiano Julian Assange, afirmou que os documentos publicados nesta terça são parte de uma série de sete vazamentos, chamada "Vault 7", que estreou hoje com o capítulo "Year Zero (Ano Zero)" e incluía 7.818 páginas com 943 arquivos.

O portal afirmou que seus documentos revelam que a CIA tinha conseguido quebrar os protocolos de segurança de uma ampla categoria de empresas e produtos na Europa e nos Estados Unidos, como o iPhone e os telefones Android.

Os produtos, segundo o Wikileaks, incluem até televisores da Samsung, que podem se transformar em microfones com o auxílio de um software supostamente elaborado pela CIA em parceria com o MI5, o serviço de espionagem do Reino Unido.

O Wikileaks sustenta que a CIA foi aumentando suas capacidades na luta cibernética "com ainda menos transparência" que a Agência de Segurança Nacional, onde trabalhava Edward Snowden, que em 2013 expôs o alcance dos programas de espionagem em massa que os EUA iniciaram após os atentados de 11 de setembro de 2001.

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