Eleições russas de 2018 podem ocorrer no dia da anexação da Crimeia

Moscou, 7 mar (EFE).- O presidente da Duma (câmara baixa do parlamento russo), Viacheslav Volodin, advogou nesta terça-feira por convocar as eleições presidenciais previstas para 2018 no dia 18 de março desse ano, coincidindo com o aniversário da anexação da Crimeia.

"Esse dia será domingo, por isso que podem ser convocadas eleições de acordo com a nossa legislação. E o fato de coincidir com uma festa tão maravilhosa, que celebramos há alguns anos, é muito bom", disse Volodin à agência "Interfax".

A iniciativa de realizar o próximo pleito presidencial em 18 de março de 2018 foi proposta há poucos dias pelos senadores Andrei Klisash e Anatoli Shirokov, como parte de um pacote de emendas à lei eleitoral que será debatido pelo legislativo russo.

De acordo com a atual lei federal "Sobre as eleições para presidente da Federação Russa", o dia das votações para este pleito deve ser o segundo domingo do mês no qual foram realizadas as últimas eleições, ou seja, que deveria ser em 11 de março de 2018.

Segundo Volodin, as propostas de emendas destes senadores já foram enviadas para o estudo de um comitê legislativo.

Em 18 de março de 2014, o presidente russo, Vladimir Putin, assinou a anexação da península da Crimeia durante uma cerimônia oficial no Kremlin, uma decisão que foi condenada unanimemente pelo Ocidente e que levou à adoção de sanções econômicas internacionais contra a Rússia.

A anexação dessa península banhada pelo Mar Negro e que fazia parte da Ucrânia, aconteceu após meses de revoltas nesse país que levaram à mudança de poder em Kiev, e após uma intervenção cruel russa na Crimeia -não reconhecida por Moscou- e um referendo considerado ilegal pela comunidade internacional.

Precisamente, a anexação da Crimeia -chamada na Rússia "reunificação"- disparou a popularidade do presidente russo.

Putin ainda não disse se concorrerá à reeleição, embora todos os analistas preveem que se apresentará e permanecerá no poder até 2024, já que a legislação permite que um candidato concorra a um segundo mandato consecutivo de seis anos.

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