Trump apoia plano republicano de reforma de saúde para substituir "Obamacare"

Washington, 7 mar (EFE).- O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou apoio à proposta republicana de reforma da lei dos planos de saúde no país, a Affordable Care Act, para substituir o projeto sancionado em 2010 pelo ex-presidente Barack Obama e que ficou conhecido como "Obamacare".

"Nossa maravilhosa nova lei sanitária já está pronta para ser revisada e negociada. O 'Obamacare' é um desastre completo e total - está implodindo rapidamente!", escreveu Trump hoje no Twitter.

A mensagem foi o apoio do presidente à proposta republicana apresentada ontem e dividida em dois projetos de lei que fundamentalmente pretendem criar um sistema de créditos fiscais para incentivar que as pessoas adquiram planos de saúde e eximir as empresas de terem de oferecer uma alternativa a seus empregados.

Os projetos apresentados não incluem nenhuma estimativa de custos da nova reforma de saúde, nem esclarecem quantas pessoas que perderiam os planos conquistados graças ao "Obamacare", o que gerou críticas de vários democratas. Alguns republicanos, por outro lado, temem que esta seja uma versão "light" a lei anterior.

Trump minimizou essas preocupações hoje ao afirmar que haverá uma segunda e terceira fases da reforma da saúde. Entre outras coisas, o presidente quer eliminar os limites que agora impedem os cidadãos de adquirir planos em outros estados, uma medida que, segundo o presidente, "promoverá a competitividade".

"Estou trabalhando em um novo sistema no qual haverá competição na indústria farmacêutica. Os preços para o povo americano cairão muito", escreveu Trump em outra mensagem no Twitter.

O secretário de Saúde dos EUA, Tom Price, enviou hoje uma carta aos presidentes dos comitês da Câmara dos Representantes que começarão a estudar a nova proposta de lei amanhã.

Price também defendeu os dois projetos de lei apresentados ontem, mas alertou que para mais mudanças serão necessárias para promover todos os objetivos do presidente para a reforma da saúde. Um dos tópicos citados pelo secretário e que não podem ser incluídos nas atuais discussões é a diminuição dos custos de medicamentos.

"As propostas representam um primeiro passo necessário e importante para cumprir nossas promesas com o povo americano. Trabalharemos com vocês durante o processo legislativo, fazendo as mudanças técnicas necessárias para garantir que esse importante projeto chegue à mesa do presidente", indicou Price na carta.

O projeto, porém, já encontrou opositores entre republicanos mais moderados, cujos estados foram beneficiados pelo "Obamacare", e também dos mais conservadores, como o senador Rand Paul, que afirmou hoje que o plano é uma versão "light" do sistema atual e não será aprovado.

Questionado sobre as declarações de Paul, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, disse que o governo vai ouvir as ideias do senador e de outros críticos para analisar formas de melhorar o projeto. Pence, no entanto, ressaltou que apoia a atual proposta.

"Esse é um projeto que revoga a política desastrosa do 'Obamacare'", disse Pence em uma entrevista ao programa de rádio do conservador Brian Kilmeade.

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