Trump diz que 122 ex-presos de Guantánamo voltaram ao crime

Washington, 7 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que 122 "violentos" ex-detentos da Prisão de Guantánamo libertados pelo governo de seu antecessor na Casa Branca, Barack Obama, "voltaram ao campo de batalha".

Ao todo "122 violentos prisioneiros, libertados pela Administração Obama de Guantánamo, voltaram ao campo de batalha", escreveu Trump em sua conta no Twitter.

Segundo ele, essas libertações são "só mais uma terrível decisão" das tomadas pelo governo do ex-presidente Obama.

O presidente não citou em seu tweet a origem dos dados, mas em setembro do ano passado o Escritório do Diretor Nacional de Inteligência (ODNI) publicou um relatório dizendo que 122 ex-reclusos da Base Naval de Guantánamo (Cuba) tinham se reinserido em grupos armados. De acordo com o relatório, 113 deles foram libertados não por ordem de Obama, mas durante o governo do ex-presidente George W. Bush.

Ontem, o Pentágono afirmou que tem a confirmação que em um bombardeio na quinta-feira passada no Iêmen matou um ex-preso de Guantánamo transferido a esse país em 2009.

Obama terminou seu mandato em janeiro sem ter conseguido fechar a Prisão de Guantánamo, algo que prometeu assim que chegou à Casa Branca, em 2009. Durante seu governo, 196 detentos foram transferidos a outros países, e, atualmente, 41 continuam lá.

Trump se mostrou contrário às libertações e afirmou que os detidos são "extremamente perigosos". Além disso, prometeu manter e ampliar o complexo.

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