Assessora de Trump diz que Cuba não fez concessões ao normalizar relações

Washington, 8 mar (EFE).- A assessora de Assuntos de Imprensa da Casa Branca, Helen Aguirre Ferré, afirmou nesta quarta-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acredita que Cuba não fez nenhuma concessão dentro do processo de normalização das relações bilaterais entre os dois países, apesar dos "vários presentes" dados pela administração de Barack Obama.

"O presidente Trump foi muito claro ao afirmar que vamos avaliar todos os acordos da administração anterior", disse Aguirre Ferré, de família nascida na Nicarágua, em entrevista à Agência Efe.

"Cuba não ofereceu nenhuma concessão, apesar de tudo com que foi presenteada na normalização, no restabelecimento de acordos e no tratamento diplomático", completou a assessora.

Segundo Aguirre Ferré, Cuba mantém fugitivos da Justiça americana que devem ser entregues às autoridades do país, dialogar sobre a importância de eleições livres e libertar os presos políticos.

Questionada sobre a existência de contatos entre o governo de Trump e Cuba, a assessora desconversou. "Essa é uma pergunta para o Departamento de Estado", afirmou.

Já como presidente eleito, Trump disse que voltaria atrás das medidas tomadas por Obama se o governo da ilha não quiser negociar com ele um "acordo melhor".

Poucos dias antes, ao reagir à morte de Fidel Castro, Trump classificou o líder cubano de "brutal ditador" e prometeu que seu governo faria o possível para "garantir que o povo de Cuba possa iniciar finalmente o caminho rumo à prosperidade e liberdade".

Depois, em janeiro, o ainda então indicado ao cargo de secretário de Estado, Rex Tillerson, afirmou em sua audiência de nomeação no Senado que Trump faria uma "revisão" da relação bilateral com Cuba. Entre as medidas que seriam revistas está a decisão de Obama de tirar a ilha da lista de países patrocinadores do terrorismo.

Mais recentemente, no início de fevereiro, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, afirmou que o governo de Trump priorizará os direitos humanos na revisão completa que está sendo feita na política externa americana sobre Cuba.

"Trump está comprometido com uma agenda que garanta os direitos humanos para todos os cidadãos do mundo. Por isso, esse tema ocupará um lugar principal na revisão da política com Cuba", disse Spicer na oportunidade.

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