Diretor do FBI diz que não existe "privacidade absoluta" nos EUA

Washington, 8 mar (EFE).- O diretor do FBI, James Comey, afirmou nesta quarta-feira que não existe "privacidade absoluta" nos Estados Unidos, mas ressaltou que o governo do país não pode invadi-la sem uma "boa razão".

"Não há tal coisa como a privacidade absoluta nos EUA, não há nada que esteja fora do alcance judicial. (...) Nas circunstâncias apropriadas, um juiz pode obrigar qualquer um de nós a testemunhar sobre essas mesmas comunicações privadas em um tribunal", disse Comey em um evento sobre cibersegurança na Universidade de Boston.

"É parte vital de ser um cidadão dos EUA: o governo não pode invadir sua privacidade sem uma boa razão, comprovável em um tribunal", explicou.

O diretor do FBI fez as declarações ao comentar o crescimento dos programas de encriptação de dados após as revelações do ex-analista da CIA Edward Snowden em 2013 sobre a capacidade secreta de espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA).

Comey não citou os recentes vazamentos do Wikileaks sobre os programas da CIA para invadir smartphones e computadores conectados à internet. E também não falou sobre a última polêmica criada pelo presidente do país, Donald Trump, que afirmou no último sábado, sem apresentar provas, de que seu antecessor, Barack Obama, tinha ordenado que seus telefones fossem grampeados durante a campanha.

Por fim, Comey descartou a possibilidade de deixar o cargo antes de cumprir o mandato de dez anos, que começou em 2013.

"Vocês estão ligados a mim por outros seis anos e meio", concluiu o diretor do FBI.

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