Guterres diz que paz na Somália permitiria combater o terrorismo global

Nairóbi, 8 mar (EFE).- O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, declarou nesta quarta-feira que a estabilização da Somália permitiria "combater o terrorismo em nível global", motivo pelo qual pediu um envolvimento "em massa" da comunidade internacional para conseguir a paz no país.

"É responsabilidade da comunidade internacional financiar a missão de paz da União Africana (AMISOM). Trata-se da nossa segurança global", afirmou Guterres em entrevista coletiva na sede da ONU em Nairóbi, ao insistir que apoiar a Somália não é apenas uma questão de solidariedade, mas também de interesse comum.

Segundo o diplomata português, a estabilização de países como Iêmen, Sudão do Sul e Somália ou o norte da Nigéria permitirá criar melhores condições para combater o terrorismo e contribuir para a paz no mundo todo.

"A Somália já conta com a solidariedade da União Africana, mas agora precisa da solidariedade em massa da comunidade internacional porque sem seu apoio a Somália não pode ter sucesso", disse.

Segundo explicou, a AMISOM trabalha para garantir a segurança do governo somali e criar as condições necessárias para que o país fique livre da atividade terrorista do Al Shabab, que ainda controla amplas regiões do centro e do sul.

O líder da ONU elogiou o trabalho dos soldados da missão da União Africana apesar das condições "precárias" nas quais se encontram, como a falta de equipamento necessário.

Nos últimos meses, os jihadistas optaram por uma estratégia de confronto direto e lançaram vários ataques contra bases militares da organização, o que causou a morte de centenas de soldados.

Na opinião de Guterres, a comunidade internacional não pode desperdiçar esta ocasião para apoiar a Somália, onde o novo governo liderado por Mohammed Abdullahi "Farmaajo" tem o compromisso de reconstruir o país, imerso no caos desde a queda do ditador Siad Barre em 1991.

O país também enfrenta o risco de uma nova crise de fome provocada pela seca como a ocorrida em 2011, na qual morreram 250 mil pessoas. Serão necessários US$ 825 milhões nos próximos seis meses para atenuar as consequências da falta de chuva.

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