Justiça francesa ordena que bebê em estado vegetativo prossiga em tratamento

Paris, 8 mar (EFE).- O Conselho de Estado, a máxima instância administrativa da França, aprovou nesta quarta-feira a decisão de um Tribunal de Marselha (sul) e ordenou que a bebê Mawra, em estado vegetativo há seis meses, prossiga em tratamento, apesar da oposição dos médicos.

Em comunicado divulgado hoje, o Conselho de Estado justificou sua decisão argumentando que a evolução do quadro da menina, de 15 meses, "ainda é incerta", apesar da gravidade, e que os pais se opõem a interromper o tratamento.

Mawra foi internada em setembro de 2016 no hospital de la Timone, em Marselha, com uma febre forte.

Os médicos constataram que a bebê, em coma induzido, tinha "lesões neurológicas definitivas" e uma paralisia múltipla em seus membros motores e no rosto.

Os médicos recomendaram então interromper o tratamento, pois consideraram que se tratava de uma situação de mera "obstinação irracional" dos pais.

Eles ressaltaram, além disso, que sua decisão está amparada pela legislação francesa sobre os direitos dos doentes e ao término da vida, aprovada em 2005 e conhecida como a lei Leonetti.

No entanto, os pais recorreram à justiça para impedir que a bebê deixasse de receber tratamento e o tribunal administrativo de Marselha lhes deu razão em novembro de 2016.

O serviço judicial dos Hospitais de Marselha recorreu ao Conselho de Estado, que voltou agora a dar razão aos pais.

Mohammed Bouchenefa, pai da menina, se mobilizou nas redes sociais para obter apoio popular para que sua filha continue com o tratamento.

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