Mais de 15 mil palestinas passaram por prisões israelenses desde 1967

Jerusalém, 8 mar (EFE).- Mais de 15 mil palestinas, muitas delas menores de idade, passaram por prisões israelenses desde que começou a ocupação dos territórios palestinos em 1967, segundo a dirigente Hanan Ashrawi.

Por conta do Dia Internacional da Mulher, Hanan ressaltou em comunicado que "a luta nacional pela autodeterminação, a liberdade e a dignidade" de todos os palestinos são "os princípios fundamentais que governam também a luta da mulher e seus direitos no seio da sociedade palestina", segundo a agência "Ma'an".

Por sua vez, o Clube de Prisioneiros Palestinos informou nesta quarta-feira em outro comunicado que 65 mulheres estão detidas atualmente em prisões israelenses, entre as quais 12 menores.

Elas se encontram nas prisões de Hasharon e Damon, onde têm "acesso restrito a roupas, lençóis e sapatos" e convivem com mulheres israelenses que cumprem pena por crimes comuns.

A palestina que está há mais tempo em uma prisão israelense é Lina al-Jarbouni, nascida em Israel e presa desde 2002 por militar em grupo armado e por oferecer apoio tático a terroristas da Jihad Islâmica na cidade cisjordaniana de Jenin.

O Clube de Prisioneiros denunciou que as presas palestinas sofrem abusos físicos e psicológicos nos centros de detenção israelenses, assim como ataques verbais por parte das internas judias.

"As mulheres palestinas continuam sofrendo um abuso severo em nível psicológico, físico e emocional e sofrem atos de opressão, violência e dureza pelas mãos de Israel", disse Hanan.

O número de palestinas detidas aumentou consideravelmente a partir de outubro de 2015, quando explodiu na região uma onda de violência de "lobos solitários" na qual as mulheres assumiram um incomum protagonismo em ataques com facas a civis e militares israelenses.

Só nesse ano, as forças de segurança israelenses detiveram 106 mulheres, inclusive menores.

Em um relatório, a ONG israelense Guisha denunciou que a política de bloqueio à Faixa de Gaza, estabelecida por Israel em 2007 quando o movimento islamita Hamas tomou o controle desse território, tem um particular efeito negativo para as mulheres.

Sua incidência radica, sobretudo, na impossibilidade delas de saírem da Faixa - apenas 2% dos 2.438 habitantes de Gaza têm permissão para fazê-lo por sua condição de empresários e comerciantes - e no alto índice de desemprego em Gaza, de 65,3%.

Até 2007, mais de cem mil homens da região trabalhavam em empresas israelenses, mas a impossibilidade de sair de Gaza os obrigou a procurar trabalho dentro da Faixa, o que trouxe limitações às mulheres na já conservadora e islamizada região palestina.

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