ONU descobre três novas valas comuns na República Democrática do Congo

Genebra, 8 mar (EFE).- O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al-Hussein, pediu nesta quarta-feira a criação de uma comissão internacional para investigar três novas valas comuns descobertas na República Democrática do Congo (RDC).

A violência ressurgiu fortemente no país, onde o exército enfrenta milícias locais.

Além disso, a ONU acusou as forças de Defesa e Segurança congolesas de cometer graves violações dos direitos humanos ao reprimir manifestações contra o adiamento das eleições presidenciais, que estavam programadas para dezembro.

O atual presidente da RDC, Joseph Kabila, não podia se candidatar por já ter completado dois mandatos.

Na apresentação de seu relatório anual perante o Conselho de Direitos Humanos, reunido em Genebra, Hussein considerou necessário que uma instância internacional investigue as novas valas comuns encontradas, sobre as quais não ofereceu nenhuma informação adicional.

Por outro lado, o alto comissário assegurou que seu escritório "estará atento aos passos da justiça quanto às ações por parte das forças de segurança que causaram a morte de mais de cem pessoas em setembro e dezembro".

Hussein também lamentou que até agora não tenham sido observados progressos reais no contexto do acordo político firmado em 31 de dezembro do ano passado, após semanas de violência causada pela suspensão das eleições.

Nesse acordo, Kabila combinou com os principais partidos opositores que entregaria o poder quando o pleito ocorresse, em todo caso antes do fim deste ano.

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