Presidente dominicano nega que Odebrecht tenha financiado campanha eleitoral

Santo Domingo, 8 mar (EFE).- O presidente da República Dominicana, Danilo Medina, negou nesta quarta-feira ter recebido dinheiro da construtora brasileira Odebrecht para financiar a campanha que o elegeu pela primeira vez para o cargo em 2012.

As declarações foram uma resposta às matérias publicadas pela imprensa local depois de a revista "Veja" ter revelado que Hilberto Silva, diretor da Odebrecht, disse à Justiça Eleitoral do Brasil que a empresa financiou o publicitário João Santana em campanhas em cinco países entre 2006 e 2014, entre eles a República Dominicana.

"Isso é falso, não é sustentável em nenhum lugar. Não acredito que tenham algum fundamento para sustentar que nossa campanha, como disse esse senhor, foi financiada por uma empresa internacional", disse Medina no Palácio Nacional.

O presidente destacou que as investigações em andamento sobre o caso Odebrecht no país vão esclarecer esse problema.

"A verdade será revelada. Que esperem, que não se desesperem, que a verdade será revelada. Essas investigações serão concluídas tanto no Brasil como na República Dominicana e dirão a verdade", destacou.

"Nós financiamos nossa própria campanha e pagamos João Santana, tanto na campanha para as eleições de 2012 como na de 2016", afirmou o presidente, citando o pleito no qual foi reeleito para o cargo.

Santana, principal assessor de campanha de Medina, foi condenado em fevereiro a oito anos de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro dentro do esquema de corrupção que operou na Petrobras.

"Queria que alguém me acusasse, que pudesse provar que minha campanha recebeu um centavo qualquer", completou Medina.

O Ministério Público da República Dominicana anunciou em janeiro que tinha assinado um acordo com a Odebrecht para que a empresa ressarcisse o país em US$ 184 milhões, o dobro da quantia que a construtora admitiu ter pago em propinas.

No entanto, o acordo foi considerado como "inadmissível" por um juiz dominicano antes de ser homologado, o que foi comemorado por organizações civis que pressionam o governo para que o escândalo seja esclarecido nos tribunais.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos