Após vazamentos, Casa Branca diz que sistemas da CIA estão "obsoletos"

Washington, 9 mar (EFE).- A Casa Branca afirmou nesta quinta-feira que os sistemas da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos estão obsoletos e devem ser atualizados, e também reiterou a posição de que o fundador do Wikileaks, Julian Assange, violou a segurança nacional do país com os recentes vazamentos de documentos sigilosos.

"O presidente Donald Trump acredita que os sistemas da CIA estão obsoletos e devem ser atualizados", afirmou em sua entrevista coletiva diária o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer.

Spicer fez as declarações após ser questionados sobre a entrevista concedida hoje por Assange, que afirmou que a CIA perdeu o controle de seu "arsenal de armas cibernéticas". Segundo o fundador do Wikileaks, esses mecanismos agora podem estar no mercado negro à disposição de hackers de todo o mundo.

Sobre o próprio Assange, Spicer disse que o governo dos EUA mantém a mesma posição sobre o ativista dos últimos anos e afirmou que o fundador do Wikileaks colocou em risco a segurança nacional.

O porta-voz revelou que Trump está "gravemente preocupado" pela publicação de informações de segurança nacional, mas a Casa Branca não quis confirmar a autenticidade dos milhares de documentos da CIA divulgados pelo Wikileaks nesta semana.

Trump mantém uma complicada relação com as agências de inteligência dos EUA, das quais suspeita que podem ser responsáveis por muitos dos vazamentos publicados pela imprensa local. Além disso, o presidente desacreditou a capacidade dos órgãos antes de chegar ao poder, quando colocou em dúvida a conclusão da CIA de que a Rússia o ajudou a ganhar as eleições de novembro.

A CIA também reagiu em comunicado às declarações de Assange. Na nota, a agência disse que continua "colhendo sem descanso informações de inteligência no exterior para proteger os EUA de terroristas, nações hostis e outros adversários".

Na entrevista de hoje, Assange, refugiado desde 2012 na embaixada do Equador em Londres, classificou como um "ato devastador de incompetência" por parte da CIA que os softwares para invadir computadores, telefones e smart TVs tenham sido distribuídos.

Até o momento, a CIA se negou a comentar a autenticidade dos documentos revelados pelo Wikileaks. A agência defende que parte de sua missão para proteger os americanos é ser "inovadora" na hora de coletar informações de inteligência.

A CIA voltou a afirmar hoje que é proibida por lei de realizar espionagem eletrônica em território americano ou de americanos.

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