Havaí aciona Justiça contra novo veto migratório de Trump

Washington, 9 mar (EFE).- O estado do Havaí interpôs ontem, quarta-feira, a primeira demanda judicial contra o novo veto migratório do governo dos Estados Unidos, que proíbe a entrada de cidadãos de seis países muçulmanos no país e suspende o programa de acolhimento de refugiados.

Os advogados do estado, que é controlado pelos democratas, apresentaram o recurso em um tribunal federal em Honolulu, ao qual pediram uma suspensão temporária da medida aprovada na segunda-feira pelo presidente Donald Trump, antes que a mesma entre em vigor em 16 de março.

"Todos queremos segurança em nosso país. Mas discriminar pessoas por sua nacionalidade ou religião é um caminho obscuro que nunca devemos percorrer. A nova ordem não resolve os defeitos da primeira", disse em comunicado o procurador-geral do Havaí, Douglas Chin.

O Havaí alega que as mudanças introduzidos por Trump ao primeiro veto bloqueado pela Justiça no início de fevereiro não modificam o cerne da medida, que, na opinião de Chin, continua sendo inconstitucional.

Outros estados democratas que entraram na Justiça contra o primeiro veto de Trump, como Washington e Minnesota, ainda estudam o texto revisado, já que temem que as mudanças tenham alcançado seu propósito de evitar a ação judicial.

O novo veto migratório suspende durante 120 dias o programa de acolhimento de refugiados e durante 90 a entrada de cidadãos procedentes de Irã, Somália, Sudão, Síria, Iêmen e Líbia, ao considerar que apresentam risco por terrorismo.

Ao contrário da primeira, a medida deixa de fora os cidadãos do Iraque e os que já possuem residência permanente nos EUA.

Além disso, a medida elimina a proibição permanente aos refugiados da Síria e a exceção ao veto que tinha sido feita com os sírios cristãos.

A ordem executiva assinada pelo presidente também reduz de 110 mil para 50 mil o número de refugiados que os Estados Unidos receberão em 2017.

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