México acredita ser prematuro atribuir a Trump queda de prisões na fronteira

Washington, 9 mar (EFE).- O secretário de Relações Exteriores do México, Luis Videgaray, afirmou nesta quinta-feira que é cedo para interpretar com uma tendência a queda de 40% no número de imigrantes ilegais presos pelos Estados Unidos na fronteira comum em fevereiro, e evitou relacionar a retração às políticas de Donald Trump.

A Patrulha Fronteiriça dos EUA informou ontem que, em fevereiro, o primeiro mês completo de Trump na presidência, deteve 18.762 imigrantes na fronteira com o México, uma queda de 40% em relação a janeiro e de 26% se comparado ao mesmo mês do ano passado.

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, disse hoje que essa queda mostra que a fronteira já está respondendo à agenda do presidente, apesar de a implementação das políticas de Trump ainda estar em fase inicial.

Em entrevista coletiva em Washington após se encontrar com representantes da Casa Branca, Videgaray evitou relacionar a retração com um possível efeito dissuasório das políticas de Trump em relação à imigração e disse que qualquer conclusão é prematura.

"Os números de um mês não podem ser analisados com uma tendência. Antes de conhecer quais são as causas que motivam um número é preciso, acredito, esperar, como se faz na análise da macroeconomia ou do clima. É preciso conhecer as tendências", disse o chanceler.

"O que alterou os números em fevereiro? Podem existir muitos fatores, e não corresponde a mim entrar nessa discussão específica", ressaltou o chefe da diplomacia mexicana.

Videgaray destacou que há quase dez anos há um declínio consistente da imigração de mexicanos em direção aos EUA.

A queda das detenções em fevereiro ocorreu após vários meses de alta no fluxo migratório em direção aos EUA nos últimos anos. Em janeiro, as autoridades prenderam na fronteira 31.575 pessoas, o que representa um notável aumento em relação ao mesmo mês de 2016, quando foram detidos 23.758 imigrantes.

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