Turquia acusa Europa de "crimes de guerra" por abrigar "terroristas"

Istambul, 10 mar (EFE).- Países europeus como Alemanha, Holanda e Áustria estão cometendo "crimes de guerra" contra a Turquia, por dar cobertura a supostos terroristas turcos, afirmou nesta sexta-feira o vice-primeiro-ministro Nurettin Canikli, durante um comício na cidade nortista de Samsun, recolhido pelo jornal "Milliyet".

Os países europeus "dão todo tipo de apoio aos membros de organizações que eles mesmos reconhecem como terroristas", afirmou Canikli, em aparente referência ao Partido de Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado terrorista tanto na Turquia como na UE, assim como alguns facções armadas ultramarxistas.

Mas agora, o panorama piorou, acrescentou, apontando os membros da confraria do clérigo exilado Fethullah Gülen, uma rede religioso-política que a Turquia descreve com as siglas FETÖ e que é acusada de instigar o fracassado golpe de Estado de julho, apesar de seus responsáveis negarem.

"Nos últimos meses, todos os países europeus, começando pela Alemanha, deram refúgio aos componentes da FETÖ. Os acolhem de braços abertos. Alemanha, Holanda e Áustria cometem assim um crime contra a humanidade. Porque não se pode chamar de outra maneira o apoio ao terror e aos terroristas que matam civis em Turquia", disse Canikli.

"Esses países dão tanto apoio financeiro como armado e moral. É um verdadeiro crime contra a humanidade. Se não dessem apoio a estes terroristas, incluídos os da FETÖ, estas organizações não poderiam continuar com suas atividades destrutivas na Turquia", afirmou.

"Amanhã, os países que apoiam os assassinos podem ver resultados muito dolorosos. Isto não é uma ameaça, mas uma realidade histórica", acrescentou.

"Na mesma linha estão as atividades da Otan. Ao apoiar conscientemente essas organizações que danificam a Turquia não tem uma postura de amigo, mas de inimigo frente à Turquia", concluiu o vice-primeiro-ministro.

Canikli também reiterou a acusação de que países como a Alemanha e Holanda mostram "atitudes fascistas" e "próprias dos nazistas", ao impedir em seu território comícios públicos de vários ministros turcos que desejavam fazer campanha entre os imigrantes turcos a favor da reforma constitucional presidencialista que será votada em 16 de abril.

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