Turquia rejeita relatório da ONU sobre crimes militares no sudeste

Istambul, 10 mar (EFE).- As autoridades da Turquia rejeitaram nesta sexta-feira um relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos segundo o qual as forças armadas turcas cometeram centenas de assassinatos e vários outros crimes no sudeste do país em 2015 e 2016.

"Trata-se de um 'relatório' que se baseia em informações falsas sobre a luta antiterrorista no sudeste e está longe de ser profissional", afirma um comunicado divulgado hoje pelo Ministério das Relações Exteriores turco.

"Da nossa parte não podemos aceitar um relatório com afirmações sem fundamento que se solapam literalmente com a propaganda de organizações terroristas", destaca o texto.

O relatório do alto comissário, Zeid Ra'ad al-Hussein, divulgado hoje em Genebra, acusa as forças armadas turcas de desaparições forçadas maciças, incitação ao ódio, bloqueio de acesso a ajuda médica de emergência, comida, água e qualquer tipo de assistência de sobrevivência, assim como violência sexual contra as mulheres.

De julho de 2015 - momento no qual o governo turco e a guerrilha curda, o Partido de Trabalhadores de Curdistão (PKK), romperam uma trégua de mais de dois anos - a agosto de 2016, entre 335.000 e 500.000 pessoas, a maioria de origem curda, foram deslocadas de seus lares, e mais de 30 localidades ficaram totalmente destroçadas, segundo o relatório da ONU.

Estas informações coincidem com as denúncias da oposição esquerdista e pró-curda da Turquia, realizadas durante o último ano e meio, mas são rechaçadas categoricamente pelo governo turco.

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