Malásia e Coreia do Norte abrirão diálogo formal para buscar uma solução

Bangcoc, 11 mar (EFE).- Os governos da Coreia do Norte e da Malásia começarão conversas formais "em breve" para buscar uma solução à situação dos cidadãos malaios que não podem sair do território norte-coreano, e vice-versa, anunciou neste sábado o ministro das Relações Exteriores malaio, Anifah Aman.

Anifah não ofereceu uma data concreta, mas insistiu que têm garantias do regime de Pyongyang de que os nove malaios retidos, todos eles membros da representação diplomática e suas famílias, se encontram a salvo, segundo o jornal malaio "The Star".

As declarações do ministro à imprensa surgiram depois que ele se reunir em Kuala Lumpur com familiares dos malaios que não podem deixar a Coreia do Norte.

A origem da disputa é o assassinato no aeroporto de Kuala Lumpur em 13 de fevereiro de Kim Jong-nam, o irmão mais velho do líder do regime norte-coreano, Kim Jong-un.

A polícia malaia acusou uma indonésia e um vietnamita de envenenarem a vítima e procura sete norte-coreanos, três que poderiam estar escondidos na embaixada desse país em Kuala Lumpur, e outros quatro que contrataram as duas mulheres e deixaram a Malásia no mesmo dia do assassinato e poderiam ter retornado à Coreia do Norte.

O governo da Malásia expulsou do país o embaixador norte-coreano, Kang Chol, por suas críticas à investigação policial.

Em 7 de março, um dia depois que Kang Chol deixou a Malásia, a Coreia do Norte proibiu a saída de todos os malaios no país.

Nesse mesmo dia, as autoridades malaias responderam impondo uma proibição similar aos norte-coreanos na nação.

Kim Jong-nam nasceu em 1971 da relação entre Kim Jong-il e sua primeira concubina, a atriz Song Hye-rim; enquanto Kim Jong-un nasceu do mesmo pai e sua última consorte, Ko Yong-hui.

O irmão mais velho era considerado como o mais bem posicionado para suceder o pai à frente do regime norte-coreano, mas caiu em desgraça em 2001.

Nos últimos anos, Kim Jong-nam viveu exilado na China, principalmente em Macau, de onde atraiu atenção em 2012 por suas críticas a Pyongyang e a seu sistema de sucessão.

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