Casos de corrupção julgados na China disparam mais de 30% em 2016

Pequim, 12 mar (EFE).- O número de casos de corrupção julgados na China disparou em mais de 30% no ano passado, até 45.000, com um total de 63.000 acusados, segundo o relatório anual apresentado neste domingo pelo presidente do Supremo Tribunal, Zhou Qiang.

O documento, apresentado ao plenário anual da Assembleia Nacional Popular, não detalhou o número de condenações.

Entre os acusados havia 35 em nível ministerial ou de governo provincial, assim como 240 de governos de distrito, segundo Zhou.

Durante 2015 foram julgados 34.000 casos de corrupção com 49.000 acusados em todos os tribunais chineses, o que significa que durante 2016 houve um aumento de 32,5 % nos processos por este tipo de crime.

Além disso, durante o ano passado foram investigadas outras 47.650 pessoas por supostos delitos relacionados com o exercício de suas funções, indicou o presidente da Procuradoria Popular Suprema, Cao Jianming.

Entre eles, foram iniciados procedimentos contra 48 antigos funcionários em nível ministerial ou de governo provincial.

Cao assegurou que a campanha anticorrupção vai continuar com toda sua intensidade e se manterá a tolerância zero contra este tipo de crime.

Desde a chegada ao poder do presidente Xi Jinping, a campanha anticorrupção lançada pelas autoridades chinesas se traduziu em dezenas de milhares de condenações, inclusive de várias dezenas de figuras importantes, como o ex-ministro de Segurança, Zhou Yongkang, sentenciado em 2015 à prisão perpétua.

O relatório sobre a ação da Justiça acrescentou que na China houve no ano passado um total aproximado de 147.000 julgamentos por direitos de propriedade intelectual, algo que a procuradoria garantiu fazer parte de uma estratégia para favorecer a inovação e a pesquisa.

O presidente do Supremo Tribunal falou também sobre as penas de morte e assegurou que nos últimos dez anos (desde que este tribunal se reservou o direito de revisar as penas de tribunais inferiores) esta só foi aplicada a um número muito pequeno de casos e por crimes muito graves.

No entanto, Zhou não detalhou o número de penas pronunciadas e de execuções realizadas durante esse período de tempo.

O número de sentenças de morte e execuções é um segredo de Estado na China, embora os casos mais chamativos sejam anunciados ao público.

As organizações de direitos humanos consideram que a China executa milhares de pessoas ao ano, embora o número tenha diminuído muito desde que a Corte Suprema começou a revisar as penas de morte impostas por cortes de categoria inferior.

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