Chefe de campanha de Santos perguntou sobre obras da Odebrecht, diz jornal

Bogotá, 12 mar (EFE).- O chefe das campanhas presidenciais do atual chefe de Estado da Colômbia, Juan Manuel Santos, em 2010 e 2014, Roberto Prieto, esteve várias na Agência Nacional de Infraestrutura (ANI) para fazer perguntas sobre várias obras investigadas pelo caso Odebrecht no país, informou neste domingo o jornal "El Tiempo".

A primeira reunião com o presidente da ANI, Luis Fernando Andrade, aconteceu um mês depois da reeleição de Santos e nela Prieto tratou sobre a transversal Ocaña-Gamarra, que foi entregue em março de 2014 a um consórcio liderado pela Odebrecht, revelou a publicação.

O Ministério Público colombiano confirmou que tem provas que a Odebrecht assumiu despesas das campanhas do presidente Juan Manuel Santos e de seu opositor Óscar Iván Zuluaga em 2014.

Essa entidade pôde verificar que a Odebrecht assinou um contrato em 2 de fevereiro de 2014 com a sociedade panamenha Paddington, vinculada à empresa colombiana Sancho BBDO, por US$ 1 milhão para realizar uma pesquisa de opinião "a fim de conseguir uma aproximação com o governo do presidente Santos".

O objetivo, sempre segundo a versão divulgada pelo Ministério Público, era "viabilizar o reconhecimento e o pagamento direto das reivindicações existentes para aquela época por ocasião do projeto Rota do Sol II, que que chegavam perto de US$ 100 milhões".

A esse caso se soma uma denúncia do ex-senador Otto Bula, detido por ter recebido propina da Odebrecht, que em depoimento ao Ministério Público explicou que dos US$ 4,6 milhões que recebeu de propina, US$ 1 milhão tinha como destino Prieto.

Segundo esse testemunho, Bula entregou o dinheiro ao empresário Andrés Giraldo, amigo da infância de Prieto, a quem posteriormente deu a propina.

O site da revista "Semana" também revelou que a Odebrecht entregou US$ 400 mil à campanha de 2010 de Santos para a elaboração de 2 milhões de cartazes com a imagem do candidato.

O procurador-geral, Néstor Humberto Martínez, explicou que a entidade que dirige decidiu que "chamará" Prieto para prestar esclarecimentos.

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