Na França, chanceler da Turquia afirma que desculpas da Holanda não bastarão

Paris, 12 mar (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlüt Cavusoglu, que foi barrado ao tentar aterrissar na Holanda no sábado, afirmou neste domingo, na França, que um pedido de desculpa dos holandeses não será suficiente.

As declarações foram dadas durante um comício em Metz, no nordeste da França, sobre o referendo promovido pelo presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que pretende reformar a Constituição e transformar o país em uma república presidencialista.

"Nossos compatriotas não nos deixaram sozinhos. Os que não conseguiram encontrar espaço no lado interno nos cumprimentaram fora da sala", disse o chanceler pelo Twitter sobre o comício realizado na sede da União dos Democratas Turcos Europeus.

O evento ocorre em um momento de forte tensão diplomática entre Holanda e Turquia, depois de as autoridades holandesas terem proibido a realização de um comício similar em Roterdã.

Representantes de diversos partidos na França, como o ex-primeiro-ministro e candidato à presidência François Fillon, criticaram hoje a permissão dada pelo governo do país aos eventos, mas as autoridades alegaram que não havia motivo para vetá-lo.

"A França é um estado de direito. À revelia de uma ameaça confirmada contra a ordem pública, não havia razão para proibir essa reunião, que não apresentava nenhuma possibilidade de ingerência na vida política francesa", disse em comunicado o ministro das Relações Exteriores do país, Jean-Marc Ayrault.

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