Promotora diz que não houve limite na venda de ingressos para show de Solari

Buenos Aires, 12 mar (EFE).- A promotora Susana Alonso, que investiga o acidente ocorrido no show do cantor Indio Solari, na Argentina, no qual duas pessoas morreram, garantiu neste domingo que não houve "limite" na venda de ingressos e que havia mais de 300 mil presentes, quando a capacidade do recinto era de 200 mil.

"Houve pessoas que saíram depois da primeira canção porque estava impraticável, porque havia muita gente". "Houve venda de ingressos sem limite, e também há gente que entrou sem os mesmos", afirmou Susana Alonso em declarações ao canal de televisão "Todo Noticias".

A situação saiu do controle nesta madrugada na cidade de Olavarría, que fica 360 quilômetros a nordeste de Buenos Aires, durante a apresentação do popular cantor argentino Carlos Alberto "Indio" Solari pelo lançamento de fogos de artifício e de artefatos pirotécnicos.

Devido ao descontrole gerado entre o público, que superava a capacidade do lugar, dois homens acabaram morrendo pisoteados e dezenas de pessoas ficaram feridas.

Segundo Alonso, em um primeiro momento, acreditou-se que o número de mortes seria muito maior, já que foram instantes de "muita confusão" entre os presentes.

Além disso, a promotora apontou que uma das causas do ocorrido foi o excesso de capacidade, já que, segundo ela, havia mais de 300 mil pessoas e o local onde ocorreu o espetáculo tinha capacidade para 200 mil.

"Foi uma noite muito angustiante para todos, com um final lamentável com dois mortos", declarou Alonso antes de afirmar que também há uma mulher hospitalizada em estado grave "com uma overdose de distintas substâncias".

A promotora disse que as autoridades judiciais e a polícia científica estão fazendo investigações no local, revelou que já ouviram o depoimento da produtora de Solari e notificaram aos responsáveis que foram abertas ações penais para averiguar os motivos do ocorrido.

"Toda a segurança de dentro era responsabilidade deles (produtores)" e, portanto, na opinião de Alonso, estes foram os responsáveis pela entrada de gente sem limite, com e sem ingressos.

A promotora confessou que, antes do início do concerto, já estava "muito preocupada" pela capacidade do lugar onde o mesmo seria realizado.

O próprio cantor se viu obrigado a chamar a atenção dos presentes após 30 minutos de show, devido à confusão que ele podia ver de cima do palco e que o levou a interromper a apresentação em várias ocasiões.

A organização do evento, na qual participaram vários efetivos de segurança privada, ficou sob responsabilidade do município de Olavarría e da produtora.

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