Começa o julgamento de 'Carlos, o Chacal', por atentado em Paris em 1974

Paris, 13 mar (EFE).- A Justiça da França iniciou nesta segunda-feira o julgamento do terrorista venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, 'Carlos, o Chacal', por um atentado cometido em uma galeria comercial da capital francesa em setembro de 1974, no qual morreram duas pessoas e dezenas ficaram feridas.

'Carlos' é o único indiciado neste processo que deve se prolongar até o dia 31, e no qual é acusado por crimes que poderiam lhe render a terceira condenação à prisão perpétua na França.

Vestido com um terno escuro e com óculos com armação dourada, Ramírez Sánchez se apresentou como "um revolucionário profissional" quando foi perguntado sobre sua profissão.

'Chacal' disse que seu domicílio está na Venezuela, na casa de sua mãe, e solicitou um perito médico para que o examinasse.

'Carlos' é acusado de quatro crimes, em particular o assassinato de François Benzo e David Grunberg, que morreram pela explosão de uma granada lançada em 15 de setembro de 1974 na Drugstore Publicis, uma galeria comercial do bulevar Saint Germain de Paris. Também ficaram feridas quase 40 pessoas.

Ramírez Sánchez está preso na França desde agosto de 1994, quando foi capturado no Sudão graças a uma operação dos serviços secretos.

Sua advogada, Isabelle Coutant-Peyre, tentou todos estes anos, sem sucesso, anular as acusações com o argumento de que os fatos tinham prescrito e, sobretudo, que não havia provas materiais que relacionassem seu cliente com os fatos.

A advogada antecipou que 'Carlos' encara este episódio não com a intenção de fazer uma defesa judicial, mas de apresentar seu discurso político, como já fez no passado quando compareceu em outros tribunais.

O terrorista venezuelano foi condenado à prisão perpétua pela primeira vez em 1997 por ter assassinado em Paris dois agentes secretos franceses e um confidente em 27 de junho de 1975.

A segunda sentença à prisão perpétua, confirmada em apelação em junho de 2013, tem a ver com quatro atentados cometidos na França em 1982 e 1983, nos quais morreram 11 pessoas e cerca de 200 ficaram feridas.

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