Erdogan acusa Merkel de apoiar o terrorismo

Ancara, 13 mar (EFE).- O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou a chanceler alemã, Angela Merkel, de estar "apoiando o terrorismo", em um novo ataque em meio à crise diplomática aberta pelo cancelamento de atos eleitorais de ministros turcos em vários países europeus.

"A Alemanha está apoiando o terrorismo de forma aberta. Pode assumir uma posição pela Holanda como quiser. A senhora Merkel está apoiando o terrorismo", disse o governante islamita em entrevista à emissora "A Haber" nesta segunda-feira.

Merkel demonstrou "total apoio e solidariedade" ao governo holandês no impasse com a Turquia pela proibição que dois ministros turcos discursassem no sábado passado em atos eleitorais na cidade de Roterdã.

"Não quero colocar todos os países da União Europeia no mesmo saco, mas alguns deles não podem aceitar a ascensão da Turquia", disse Erdogan, que nos últimos dias acusou Alemanha e Holanda de práticas fascistas e nazistas.

O presidente turco expressou que levará a Holanda ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos em Estrasburgo.

"Eles (Europa) falam da lei internacional quando é bom para eles. Vamos ver. Nós também iremos ao Tribunal de Direitos Humanos. Já sei qual será a decisão. Mas faremos o que for necessário", advertiu.

Erdogan insistiu em sua habitual acusação de que a Alemanha encobre terroristas, em referência à guerrilha curda do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, ilegal em território alemão, e o pregador Fethullah Gülen, que Ancara acusa como responsável pela fracassada tentativa de golpe de Estado em julho do ano passado.

O chefe do Estado turco garantiu que entregou a Berlim 4.500 expedientes sobre supostos terroristas que vivem na Alemanha, mas que o país europeu não fez nada a respeito.

Além disso, acusou a imprensa alemã de fazer campanha contra a reforma constitucional turca que será decidida em referendo no dia 16 de abril e que, se for aprovada, entregará o poder Executivo ao presidente.

"Peço aos meus cidadãos na Europa. Apoiem aqueles que amam a Turquia", disse Erdogan, pedindo o apoio para a reforma aos vários cidadãos turcos residentes em países da União Europeia.

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