Fillon diz ser vítima de instrumentalização da Justiça

Paris, 13 mar (EFE).- O candidato da direita às eleições presidenciais da França, François Fillon, se queixou nesta segunda-feira de ser vítima de uma "instrumentalização" da Justiça, e essa é a razão pela que não vai renunciar apesar de seu provável indiciamento, ao contrário do que tinha prometido.

"Disse que se fosse indiciado não seria candidato, mas com a condição que as circunstâncias dessa inculpação fossem normais", declarou Fillon em entrevista à emissora de rádio "Europe 1".

"A partir do momento em que enfrento uma instrumentalização, não vou me prestar às ordens dos que instrumentalizam a Justiça privando à direita e o centro do candidato que é portador de suas esperanças e seus valores", acrescentou.

Fillon deve comparecer dentro de dois dias perante os juízes que instruem a investigação dos empregos supostamente fantasmas que atribuiu, com dinheiro público, a sua mulher e a dois de seus filhos e, como ele mesmo afirmou, é provável que lhe acusem formalmente, em particular de desvio de fundos públicos.

Hoje o candidato sugeriu que por trás de todo isso está a vontade do "sistema" para forçar-lhe a renunciar, e que isso tem a ver com seu programa econômico.

"É por razão das minhas posições econômicas, em razão das posições conservadoras que pude adotar em um certo número de questões sociais?", se perguntou retoricamente.

Em qualquer caso, insistiu sobre a ideia de que os franceses podem ver que nestas eleições ele é "o alvo de todos os ataques".

Perguntado sobre o candidato que aparece como seu grande rival, o independente Emmanuel Macron, Fillon o criticou porque, ao contrário de seu próprio programa, "não propõe nenhuma reforma estrutural".

"Emmanuel Macron é a continuidade da presidência de François Hollande (o atual presidente socialista)", afirmou, para desqualificar sua candidatura.

Além disso, Fillon garantiu que só ele, caso ganhe as eleições, poderia ter uma maioria parlamentar para aplicar seu programa, ao contrário de Macron ou da candidata da extrema direita, Marine le Pen.

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