México propõe pontes de cooperação com os EUA para lutar contra as drogas

Viena, 13 mar (EFE).- Em meio à tensão criada pela possível construção de um muro de separação entre ambos países, o México propõe "pontes de cooperação" com os Estados Unidos para intensificar a luta contra as drogas e o narcotráfico.

Assim manifestou nesta segunda-feira em Viena o subsecretário de Estado mexicano para Assuntos Multilaterais, Miguel Ruiz Cabañas, no marco da 60° sessão da Comissão de Narcóticos das Nações Unidas.

Em declarações à Agência Efe, o representante mexicano destacou que seu país "se dedica a isso, a fazer pontes. Pontes de cooperação nestas e muitas outras matérias".

"O México coopera e vamos seguir cooperando (com os EUA). Nada do que façamos no México ou nos Estados Unidos pode ser indiferente ao outro. São realidades conectadas", afirmou Cabañas.

"A cooperação não só é indispensável, mas insubstituível. Eu acho que essa é a convicção que estamos pouco a pouco ressumindo. Temos que trabalhar juntos", acrescentou.

Nesse sentido, expressou sua esperança de que a administração de Donald Trump vá manter "uma política de cooperação bilateral e regional".

Cabañas compareceu hoje à reunião anual da Comissão de Narcóticos com o objetivo de "aprofundar" o debate internacional em matéria de controle de drogas, "para enriquecer as políticas regionais, nacionais e internacionais".

Segundo o governo mexicano, o enfoque exclusivo de proibição "não é suficiente", destacou o subsecretário.

"Não vamos legalizar tudo, não vamos criar esse vazio, certamente que a aplicação da lei e o enfoque punitivo devem estar lá", explicou a postura mexicana, compartilhada em nível regional sobretudo pela Colômbia e Guatemala.

"Por isso, propomos um enfoque de saúde mais amplo, um enfoque de prevenção, de tratamento, de maior equilíbrio na políticas de drogas", concluiu Ruiz Cabañas.

A reunião da Comissão de Narcóticos da ONU desta semana está dominada pela exigência de vários países latino-americanos, com o México e Colômbia à frente, de mudar a política global contra as drogas, centrada mais no fator humano e de saúde, e não tanto em ações policiais.

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