Moon segue como favorito para presidir Coreia do Sul após cassação de Park

Seul, 13 mar (EFE).- O ex-presidente do Partido Democrático, Moon Jae-in, se mantém como claro favorito nas pesquisas para vencer as eleições presidenciais da Coreia do Sul que serão realizadas após a cassação de Park Geun-hye.

O candidato liberal obteria hoje 29,9% dos votos no país asiático, segundo dados de uma pesquisa realizada pela emissora pública "KBS" e pela agência de notícias "Yonhap" e divulgada nesta segunda-feira.

A pesquisa, realizada no final de semana, depois que na sexta-feira o Tribunal Constitucional ratificou a cassação de Park, mostra Moon com o mesmo apoio que tinha em fevereiro e situa muito atrás, no segundo lugar, o governador da província de Chungcheong do Sul, An Hee-jung, também do Partido Democrático.

O presidente interino e ex-primeiro-ministro, Hwang Kyo-ahn, aparece em terceiro com 9,1% de apoio, apesar de o político conservador não ter manifestado ainda sua intenção de concorrer nas presidenciais.

Outro candidato do Partido Democrático, Lee Jae-myung, e Ahn Cheol-soo, do também liberal Partido Popular, aparecem em quarto e quinto nas pesquisas com uma intenções de voto de 9% e 8,4%, respectivamente.

O escândalo da "Rasputina" que custou o posto de Park Geun-hye, prejudicou muito a credibilidade do governante Partido da Liberdade (antes chamado Saenuri) e do Bareun, a outra grande legenda conservadora que se cindiu da primeira depois que o caso foi revelado.

Prova da saturação dos sul-coreanos para com estes dois blocos é que Moon é o primeiro nas pesquisas em todas as províncias do país, exceto em Kangwon (nordeste) e na ilha de Jeju (sul).

O político liberal domina as pesquisas inclusive em duas fortificações conservadoras, a província de Gyeongsang do Norte e o distrito especial de Daegu, de onde é oriunda a já ex-presidente Park.

O Tribunal Constitucional ratificou na sexta-feira passada a cassação de Park aprovada pelo parlamento em dezembro por sua conexão com o caso da "Rasputina".

A corte considerou que a ex-presidente vulnerou a Carta Magna ao permitir que sua amiga Choi Soon-sil, conhecida como "Rasputina", interferisse em assuntos de Estado sem ostentar cargo público, e ao confabular com ela para extorquir fundos de grandes empresas.

Com sua cassação, Park, a quem a procuradoria considera suspeita na trama de corrupção, fica desprovida de sua imunidade, enquanto a Coreia do Sul está obrigada a realizar eleições presidenciais em um prazo inferior a 60 dias com a maioria dos analistas apontando o dia 9 de maio como a data ideal para convocá-las.

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