Rebeldes sírios não participarão de nova rodada de conversas no Cazaquistão

Cairo, 13 mar (EFE).- Os rebeldes não participarão da próxima rodada de conversas de paz sobre a Síria em Astana, no Cazaquistão, cuja realização está prevista para amanhã e quarta-feira, disse nesta segunda-feira à Agência Efe o porta-voz da facção opositora Suqur al Sham (Falcões do Levante), Maamun Hajj Moussa.

"Tomamos esta decisão todas as facções. Nem o regime, nem a Rússia, cumpriram os pontos que apresentamos e que estipulamos para seguir adiante com as negociações", lamentou Moussa em uma conversa telefônica, sem oferecer mais detalhes.

Além disso, o porta-voz advertiu que os rebeldes não se envolverão em nenhum tipo de diálogo, inclusive o de Genebra, previsto para 23 de março, a menos que o governo sírio e a Rússia mudem de atitude.

Os insurgentes tinham pedido uma série de condições antes de aceitarem sua participação na terceira rodada do diálogo de paz na capital do Cazaquistão, como o cumprimento completo do cessar-fogo nas áreas controladas pela oposição.

O porta-voz da Frente Sulista do Exército Livre Sírio (ELS), Esam al Raiies, que fez parte da delegação opositora em rodadas anteriores, afirmou ontem à Efe por telefone que, por enquanto, seu grupo não participaria, a menos que fossem cumpridos vários requisitos.

Raiies destacou que as principais razões das reservas das facções para comparecerem à reunião em Astana eram o "descumprimento da trégua em Guta (nos arredores de Damasco) por parte do regime e a continuação da violência em Al Waer", o único bairro com presença insurgente em Homs, no centro do país.

No dia 7 de março, Moscou informou sobre o estabelecimento de uma trégua até 20 de março em Guta Oriental, o principal reduto rebelde nos arredores de Damasco.

Precisamente hoje, meios de comunicação oficiais sírios e ativistas anunciaram que um acordo foi alcançado entre os rebeldes e as autoridades, com mediação russa, para facilitar a evacuação dos combatentes e dos civis que desejarem em Al Waer, após um mês no qual aumentaram os ataques na região

Este bairro é o único nas mãos da oposição em Homs e, em dezembro de 2016, aconteceu a retitrada de mais de 700 pessoas, entre combatentes e civis, após um pacto entre os rebeldes locais e as autoridades.

Desde então, houve várias tentativas de negociação para completar a retirada, mas estas nunca acabaram com sucesso.

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