Sobe para 62 o número de mortos no deslizamento no lixão da Etiópia

Adis-Abeba, 13 mar (EFE).- Pelo menos 62 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em um deslizamento de lixo ocorrido no sábado à noite em um grande lixão dos arredores de Adis-Abeba, a capital da Etiópia, conforme as últimas informações oficiais.

Na medida em que os serviços de emergência vão escavando entre as toneladas de lixo, o número de vítimas, a maioria mulheres, aumenta. Dezenas de pessoas ainda estão desaparecidas, mas nos hospitais boa parte dos feridos já recebeu alta.

No momento do deslizamento, mais de 150 pessoas estavam no Lixão de Repi, o mais antigo da capital. De acordo com a Anistia Internacional (AI), algumas moravam no local e outras procuravam entre os rejeitos algo de valor.

"O governo etíope é totalmente responsável por este desastre totalmente evitável. Estava ciente de que o aterro tinha ultrapassado a capacidade, mas continuou a usá-lo", afirmou o diretor regional da AI, Muthoni Wanyeki, nesta segunda-feira.

A organização criticou o fato de as autoridades permitirem centenas de pessoas morarem no entorno do lixão e fazerem do local sua forma de ter sustento.

"Essas pessoas, incluindo muitas mulheres e crianças, não tinham opção a não ser viver e trabalhar em um ambiente tão perigoso por causa do fracasso do governo em proteger seus direitos à moradia adequada e ao trabalho", acrescentou Wanyeki.

A Anistia Internacional exigiu a investigação do caso, além de moradia digna para os sobreviventes, já que suas casas foram totalmente destruídas.

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