Astana-3 tem início sem a participação da oposição armada síria

Astana, 14 mar (EFE).- A terceira rodada de negociações sobre a cessação de hostilidades na Síria começou nesta terça-feira, em Astana, capital do Cazaquistão, sem a oposição armada, que rejeitou seguir para a cidade, após acusar Moscou e Damasco de descumprirem o cessar-fogo em vigor desde o mês de dezembro.

"Eu não iria colocar muita ênfase na participação da oposição armada síria. O mais importante são as consultas dos documentos entre os países fiadores" do cessar-fogo (Rússia, Irã e Turquia), "porque são os que garantem" a trégua, disse o ministro das Relações Exteriores do Cazaquistão, Kairat Abdrakhmanov.

No entanto, um participante nas negociações revelou à agência russa "Interfax" que a reunião pode ser prorrogada além de amanhã, já que esperam que se incorporem os principais grupos da oposição armada.

Aparentemente, de acordo com várias fontes consultadas por meios de comunicação russos, os chefes dos grupos armados sírios preveem uma reunião hoje em Ancara para decidir se finalmente seguirão para a capital cazaque com o objetivo de participar da reunião plenária programada para amanhã.

O porta-voz da facção opositora Suqur al Sham (Falcões do Levante), Maamun Hajj Moussa, disse ontem à Agência Efe que seu grupo não se envolver em nenhum tipo de diálogo, incluído o de Genebra, a menos que o governo sírio e Rússia mudem sua atitude.

"Tomamos esta decisão todas as facções. Nem o regime, nem a Rússia, cumpriram os pontos que apresentamos e que estipulamos para seguir adiante com as negociações", lamentou Moussa.

Enquanto, Astana-3 começou com consultas bilaterais entre as delegações da Rússia e Turquia, de um lado, e Rússia e Irã, do outro.

Para Moscou, a prioridade é colocar sobre o mapa sírio as posições dos grupos jihadistas Estado Islâmico e Frente da Conquista de Levante (ex-Al Nusra), excluídos da trégua.

A Rússia espera que a Turquia, valedora da oposição armada, forneça dados exatos sobre as posições dos grupos que apoia a fim de separa-los dos jihadistas e evitar que sejam bombardeados pelas forças aéreas russa e síria.

Por outro lado, os países fiadores também discutirão a criação de um grupo de trabalho para a troca de prisioneiros, segundo antecipou Abdrakhmanov.

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