Fillon diz à Justiça francesa que espera ser tratado com imparcialidade

Paris, 14 mar (EFE).- O candidato conservador à presidência da França, François Fillon, declarou nesta terça-feira aos juízes que o indiciaram que espera ser tratado "como todos os cidadãos" do país, sem precipitação e com imparcialidade.

O ex-primeiro-ministro se acolheu a seu direito de não responder às perguntas dos magistrados e, ao invés disso, leu uma declaração que tinha preparada para reiterar à Justiça que não pede "nenhum favor", mas simplesmente que a lei seja respeitada.

Fillon foi indiciado por desvio e apropriação indevida de recursos públicos e por faltar às obrigações de declaração da Alta Autoridade para a Transparência da Vida Pública.

Em sua alegação, divulgada pelo jornal "Le Figaro", Fillon afirmou que o suposto emprego fictício de sua mulher como assistente parlamentar sua e como colaboradora literária de uma revista de um empresário amigo seu foi real, e que não se pode pretender o contrário.

"Várias testemunhas o confirmam", indicou o candidato, que estimou que, em virtude da separação de poderes, não corresponde à autoridade judicial avaliar a qualidade ou o conteúdo desse trabalho, do qual disse haver apresentado todas as provas necessárias para demonstrar sua realidade.

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