França acolherá 500 refugiados sírios do "corredor humanitário"

Paris, 14 mar (EFE).- O governo francês formalizou nesta terça-feira o programa de amparo a 500 refugiados sírios vindos do Líbano como parte da iniciativa da Comunidade de Santo Egídio conhecida como "corredor humanitário".

O protocolo de acordo foi assinado pelo ministro do Interior, Bruno Le Roux, e pelo secretário de Estado de Relações com o parlamento, Jean-Marie Le Guen, durante um ato no Palácio do Eliseu, com a presença do presidente François Hollande, que parabenizou o projeto e seus criadores.

Hollande afirmou que na hora de selecionar o critério não será religião, "mas a situação e a urgência", conforme os trechos do discurso publicados na conta do Eliseu no Twitter.

"Com este protocolo, vamos escolher os mais vulneráveis para cumprir com uma meta de 500", afirmou o chefe do Estado, que disse que em uma "república laica são possíveis colaborações frutíferas com as igrejas".

Além da Comunidade de Santo Egídio, começou a iniciativa, estão envolvidas a Cáritas, a Conferência Episcopal da França e a Federação de Ajuda Protestante. A previsão é que os refugiados cheguem à França a partir de maio e pelos 18 meses seguintes em grupos de 50 pessoas.

As associações organizadoras se comprometem a dar alojamento e ajuda financeira aos refugiados durante o "processo de integração", afirmou Cáritas francesa em seu site.

Para Hollande, a iniciativa faz parte dos "os valores da França" e frente à situação que vivem os refugiados, "pior do que a indiferença é a intolerância que consiste em não querer acolher e utilizar o medo para impedir a solidariedade".

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