Holanda lamenta que Erdogan "falsifique a história" para atacar holandeses

Haia, 13 mar (EFE).- O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, afirmou nesta terça-feira que as declarações do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que responsabilizou hoje a Holanda pelo "massacre de 8 mil bósnios em Srebrenica" em 1995, são "falsificações da história".

"Seu tom está ficando cada vez mais histérico. É incômodo e inaceitável", afirmou Rutte sobre as acusações de Erdogan, que também tachou os Países Baixos de "praticarem terrorismo de Estado".

O primeiro-ministro acrescentou que Erdogan "falsifica a história" para atacar a Holanda.

Rutte, que anunciou ontem que tinha convidado seu colega turco, Binali Yildirim, para um jantar depois das eleições de 15 de março, pediu hoje aos holandeses que "não se rebaixassem a seu nível"

Quanto às ameaças de Ancara, o chefe do governo holandês as considerou "idiotas" e não quis comentar sobre, por exemplo, a rejeição da Turquia de receber de volta o embaixador dos Países Baixos, que se encontrava fora de seu posto de trabalho quando explodiu o conflito diplomático.

Rutte lamentou, além disso, que Erdogan esteja assumindo "um tom cada vez mais histérico" em seus ataques às autoridades holandesas.

A tensão diplomática explodiu entre ambos os países depois que no último sábado o governo holandês retirou os direitos de aterrissagem do avião do ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlüt Çavusoglu.

No mesmo dia, a ministra de Assuntos Familiares turca, Fatma Betül Sayan, foi deportada para a Alemanha após chegar por terra a Roterdã, onde ela e Çavusoglu participariam de um comício sobre o referendo convocado por Erdogan para 16 de abril.

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