Justiça turca nega permissão de viagem à escritora Asli Erdogan

Istambul, 14 mar (EFE).- Um tribunal da Turquia rejeitou nesta terça-feira suspender as restrições de movimento que pesam sobre a escritora e física nuclear Asli Erdogan, que está em liberdade condicional e é acusada de terrorismo, por isso a autora não poderá viajar ao exterior para receber prêmios.

A escritora, que ganhou a liberdade condicional no final de dezembro, após passar quatro meses e meio em prisão preventiva, tinha solicitado uma suspensão temporária da restrição de viagem porque é esperada em cerimônias de premiação em diferentes países europeus nos dias 1º de abril, 9 de maio e 9 de junho.

O tribunal rejeitou este pedido, assim como os de várias pessoas acusadas na mesma causa, que também estão submetidas a controle judicial enquanto aguradam julgamento, afirmou emissora "CNNTÜRK".

Junto a Asli Erdogan, a filóloga Necmiye Alpay, o editor Ragip Zarakolu e a advogada Eren Keskin, entre outros, estão acusados de "serem membros de uma organização terrorista", de quererem "romper a unidade do Estado e a integridade do país" e de "fazerem propaganda terrorista", por isso a promotoria pede penas de entre seis anos e prisão perpétua.

Os acusados foram detidos por estarem no conselho editorial do jornal "Özgür Gündem", de orientação de esquerda e dedicado à situação da população curda. Segundo a defesa, o único crime do qual são acusados é escrever artigos e apoiar com seu nome este jornal, que foi fechado em agosto do ano passado.

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