Texas executa preso que matou três amigos e um bebê de 4 meses em 1987

Washington, 14 mar (EFE).- O estado do Texas, nos Estados Unidos, executou nesta terça-feira James Bigby, condenado a morte por assassinar três de seus amigos e um bebê de quatro meses, filho de um deles, por causa de um conflito no trabalho, em 1987.

Bigby, de 61 anos, foi declarado morto às 18h31 locais (20h31 em Brasília) após receber uma injeção letal na prisão de Huntsville, informou o Departamento de Justiça Criminal do Texas.

Em suas últimas palavras, o preso pediu perdão aos familiares das vítimas e especialmente a Grace, mãe do bebê assassinado. "Espero que possa me perdoar, mas se não puder, entenderei. Não acredito que eu pudesse perdoar alguém me matasse meu filho. Sinto o sofrimento que você sofreu durante esse tempo", afirmou.

Os crimes pelos quais Bigby foi executado hoje ocorreram às vésperas do Natal de 1987. O homem estava convencido que os três amigos que assassinou estavam conspirando com a empresa Frito-Lay para que ele não recebesse uma indenização trabalhista.

Na noite do dia 23 de dezembro, ele foi armado para um jantar na casa de Michael Trekell em Arlington, um subúrbio de Dallas. Enquanto Trekell cozinhava, Bigby o matou com um tiro na cabeça.

Na sequência, o homem matou o filho de Trekell, que tinha apenas quatro meses de idade, afogado em uma pia.

Na mesma noite, Bigby foi à casa de Wesley Crane, a terceira vítima, em Fort Worth. O homem pediu ao amigo que o acompanhasse ao supermercado e, durante o trajeto, pediu para que ele descesse do carro. Com o companheiro fora do veículo, Bigby deu outro disparo na cabeça, deixando o corpo do amigo jogado no chão.

Por fim, já na madrugada de 24 de dezembro, Bigby foi ao imóvel de Frank Johnson em Arlington e, após uma breve discussão, o matou com três tiros.

Bigby foi preso dois dias depois, após se esconder em um motel de Arlington.

Durante o julgamento, realizado em 1991, Bigby levou uma arma e tentou sequestrar o juiz, mas foi impedido pelos agentes.

Antes dos crimes pelos quais foi condenado a morte, Bigby tinha um amplo histórico criminal que incluía roubo de veículos, fraude, consumo, venda de metanfetamina e abuso sexual de uma menina de cinco anos.

Bigby se tornou hoje no quarto preso executado neste ano no Texas e no sexto em todo o país. Desde que a Suprema Corte reinstaurou a pena de morte há quatro décadas, 1.448 presos foram executados nos EUA, 542 deles no Texas.

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