Ajuda humanitária chega a várias localidades assediadas na Síria

Cairo, 15 mar (EFE).- Vários caminhões com ajuda humanitária entraram nas últimas horas nas populações assediadas de Madaya e Al Zabadani, a noroeste da capital Damasco, e a Fua e Kefraya, no norte da Síria, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e testemunhas.

O CICV informou, em comunicado, que 76 caminhões com comida e remédios entraram nessas localidades em vários comboios organizados em colaboração com o Crescente Vermelho Sírio e a ONU.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) anunciou ontem que 25 veículos com ajuda humanitária tinham começado a entrar em Fua e Kefraya, dois povoados de maioria xiita cercados pelo antigo braço sírio da Al Qaeda (Frente al Nusra) e outras facções.

Um dos médicos de Madaya, Mohammed Darwish, disse hoje à Agência Efe por telefone que a ajuda chegou esta manhã à cidade, que está cercada por soldados governamentais sírios e pelo grupo xiita libanês Hezbollah, assim como em Al Zabadani.

"Duas horas antes da entrada da ajuda houve disparos de um franco-atirador e um homem de 40 anos ficou ferido", detalhou Darwish.

Em relação à ajuda humanitária, Darwish, que é dentista, contou que houve distribuição de comida e remédios, "mas não o suficiente".

Além disso, três pacientes foram removidos da cidade, entre eles o ferido de horas antes e um doente de câncer.

Darwish lembrou que a última vez que um comboio humanitário entrou em Madaya foi em 28 de novembro.

Madaya ficou conhecida no início de 2016 quando deram volta ao mundo fotografias feitas por ativistas que mostravam bebês e civis com grave desnutrição. De fato, dezenas de pessoas morreram nesta cidade por inanição.

O OSDH confirmou que 57 caminhões com ajuda entraram em Madaya, onde há 40 mil pessoas, que não podem deixar a cidade.

Segundo esta fonte, dois doentes foram retirados de Al Zabadani e Madaya, enquanto outros dois doentes foram removidos de Fua e Kefraya.

Em Genebra, na Suíça, o coordenador humanitário da ONU para a crise síria, Kevin Kennedy, afirmou ontem que, no último mês, a organização não pôde realizar nenhum comboio humanitário no país árabe por não ter recebido o aval das autoridades locais.

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