Atentado no Palácio de Justiça em Damasco, na Síria, deixa ao menos 39 mortos

(Atualiza com mais informações e declaração de responsável policial).

Damasco/Cairo, 15 mar (EFE).- Pelo menos 39 pessoas morreram nesta quarta-feira em um atentado suicida no Palácio de Justiça situado em pleno centro de Damasco, a capital da Síria, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Entre os mortos na ação terrorista, pelo menos 24 eram civis, sete eram guardas e policiais, e a identidade dos outros ainda é desconhecida.

Em declarações à Agência Efe, o chefe do Departamento de Polícia da capital, tenente-general Mohammed Jeir Ismail, cifrou os mortos em 30.

Ismail explicou que um suicida detonou um colete com explosivos no interior do palácio, que é o principal edifício judicial de Damasco.

"O terrorista estava vestido com uniforme militar e carregava uma metralhadora e uma granada. Quando lhe deram a ordem para parar no posto de controle (da entrada), começou a correr, entrou no hall do Palácio de Justiça e detonou o explosivo que levava consigo às 13h20 locais (8h20 de Brasília)", relatou Ismail.

O oficial de polícia destacou que o edifício estava "abarrotado de civis inocentes" no momento da ação terrorista.

O Palácio de Justiça está perto do famoso mercado de Hamidiye, o bazar do centro de Damasco.

A emissora de televisão oficial do regime sírio exibiu imagens do interior do local, onde a destruição foi grande e era possível ver manchas de sangue no chão e nas paredes.

O canal estatal falou também de uma segunda explosão na região de Al Rabua, no noroeste da capital, mas não ofereceu informações sobre vítimas até agora.

Esta ação acontece depois que pelo menos 74 pessoas morreram no sábado, a maioria peregrinos procedentes do Iraque, segundo o OSDH, em um atentado no centro da capital que foi reivindicado pela aliança do antigo braço sírio da Al Qaeda, a Frente da Conquista do Levante.

Os meios de comunicação oficiais reduziram o número de vítimas mortais nesse ataque para 40 e indicaram que houve 120 feridos.

Hoje completam seis anos do início do conflito no país árabe, que já causou mais de 321 mil mortes.

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