Dirigente palestino diz que Trump não é "terceirizado" de Netanyahu

Jerusalém, 15 mar (EFE).- Um alto membro do movimento nacionalista palestino Fatah avaliou nesta quarta-feira que é possível chegar a um acordo de paz sob a liderança de Donald Trump, mas ressaltou que Israel se equivoca ao pensar que o presidente dos Estados Unidos é um "terceirizado" de Benjamin Netanyahu.

"Em princípio ouvimos muito que Trump quer isso ou aquilo, como se trabalhasse ou fosse um 'terceirizado' de Netanyahu", disse o membro do Conselho Central do Fatah, Jibril Rajub, sobre o primeiro-ministro de Israel.

Em declarações publicadas pelo "Jerusalém Post", o dirigente revelou o "otimismo" gerado pela ligação de Trump na última sexta-feira ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, assim pelo encontro de ontem em Ramala do líder com o enviado especial do presidente americano, Jason Grenblatt.

"Acredito que Netanyahu não dormiu naquela noite, quando Trump ligou para Abbas", indicou Rajub, que avalia que a euforia em Israel após a vitória do candidato republicano pode ter sido infundada.

O líder do Fatah disse que os últimos movimentos da administração dos EUA em relação aos palestinos mostram que Trump está interessado primeiro nos interesses e na segurança nacional dos EUA.

"Isso significa que sua missão é proteger os interesses americanos e não as políticas racistas, imperialistas, expansionistas da ocupação israelense", avaliou.

Durante a campanha, Trump sugeriu transferir a embaixada no país de Tel Aviv para Jerusalém, o que gerou indignação no mundo árabe e entre os palestinos. Além disso, até agora, o presidente evitou fazer uma condenação clara dos assentamentos, mas disse considerar que eles "não contribuem" aos esforços de paz.

"A forma como Trump se apresentou aos palestinos foi construtiva. Quer fazer uma paz séria e colocar fim ao sofrimento de ambos os povos. Estamos otimistas. Acredito que podemos conseguir um acordo de paz com ele", indicou Rajub.

O presidente americano convidou Abbas à Casa Branca em um futuro próximo. Apesar das partes ainda não terem conversado sobre a reativação do processo de paz, a imprensa local sugere que isso ocorreria em uma iniciativa regional que começaria com uma conferência internacional.

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