Malásia não descarta entregar corpo de Kim Jong-nam à Coreia do Norte

Bangcoc, 15 mar (EFE).- A Malásia afirmou nesta quarta-feira que não descarta entregar à Coreia do Norte o corpo de Kim Jong-nam, o meio-irmão assassinado do líder norte-coreano Kim Jong-un, após confirmar que ele foi identificado através de um exame de DNA.

"Estamos contemplando todas as possibilidades", disse o vice-primeiro-ministro e titular de Interior da Malásia, Ahmad Zahid Hamidi, ao ser perguntado pelos jornalistas, informou o jornal "The Star".

Hamidi também confirmou que a polícia utilizou o DNA de um filho de Kim Jong-nam, sem detalhar quem, para identificá-lo.

Na última sexta-feira, as autoridades malaias confirmaram oficialmente que a vítima é Kim Jong-nam, mas sem detalhar se tinham utilizado um exame de DNA ou outro procedimento de identificação.

A polícia não revelou se a amostra de DNA utilizada pertence a Kim Han-sol, que divulgou um vídeo após o assassinato de seu pai, que foi infectado com o agente nervoso VX por duas mulheres no dia 13 de fevereiro no aeroporto de Kuala Lumpur.

Três dias mais tarde, a Coreia do Sul afirmou que a vítima, que viajava com um passaporte diplomático norte-coreano sob o nome de Kim Chol, era na realidade o meio-irmão mais velho de Kim Jong-un.

A Malásia acusa uma mulher vietnamita e outra indonésia de terem infectado a vítima com o agente químico e procura sete norte-coreanos, dos quais quatro fugiram do país e acredita-se que os outros três estejam escondidos na embaixada da Coreia do Norte em Kuala Lumpur.

O governo sul-coreano acusou desde um primeiro momento o regime norte-coreano e atribuiu o assassinato a uma ordem direta de Kim Jong-un.

A Coreia do Norte, por sua vez, segue insistindo que o morto é Kim Chol e atribui o falecimento a um ataque cardíaco, além de acusar as autoridades malaias de conspirarem junto com Estados Unidos e Coreia do Sul.

O governo norte-coreano anunciou em 7 de março a proibição da saída de cidadãos malaios de seu território até que o caso seja resolvido, o que foi respondido pela Malásia com uma medida similar.

Kim Jong-nam nasceu em 1971 da relação entre o falecido líder norte-coreano Kim Jong-il e sua primeira concubina, a atriz Song Hye-rim, enquanto Kim Jong-un nasceu do mesmo pai e sua última consorte, Ko Yong-hui.

O irmão mais velho do líder atual chegou a ser considerado como o melhor posicionado para suceder Kim Jong-il à frente do regime norte-coreano, mas caiu em desgraça em 2001, após ser detido no Japão com um passaporte dominicano.

Nos últimos anos, Kim Jong-nam viveu exilado na China e atraiu a atenção em 2012 por suas críticas a Pyongyang e seu sistema de sucessão.

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