Pesquisas dão resultados mistos sobre sentimento independentista na Escócia

Londres, 15 mar (EFE).- A popularidade da União Europeia (UE) parece ter diminuído na Escócia, enquanto o apoio à independência da região mostra resultados mistos, segundo várias pesquisas divulgadas nesta quarta-feira.

Dois dias depois que a ministra principal escocesa, Nicola Sturgeon, anunciou seus planos para impulsionar um segundo referendo de independência, a chamada Pesquisa de Atitudes Sociais, elaborada pela firma ScotCen Social Research, revelou um aumento no respaldo à separação do Reino Unido, com 46% de apoio, contra os 23% obtidos em 2012.

Nesse ano, 2012, se iniciava a campanha nessa região prévia ao primeiro referendo de independência realizado em 18 de setembro de 2014, no qual o apoio à união venceu com 55,3% dos votos, contra os 44,7% dos partidários da secessão.

Paradoxalmente, a prestigiada pesquisa anual detectou ao mesmo tempo uma diminuição na popularidade da União Europeia (UE).

Concretamente, segundo essa pesquisa, mais de dois terços dos eleitores escoceses se mostraram críticos com a UE, com 25% dos participantes a favor de deixar o bloco comunitário, enquanto outros 42% advogaram pela redução dos poderes de Bruxelas.

Segundo a pesquisa da ScotCen, os partidos da região partidários da união com o Reino Unido argumentam que outro referendo geraria mais divisão e incerteza.

Esses dados sugerem que o movimento pró-independentista na Escócia provavelmente irá ganhar mais força agora em uma nova campanha para realizar outro referendo.

Por outro lado, outra pesquisa realizada pela firma "YouGov", cujos resultados foram publicados hoje, mostra um resultado diferente, ao indicar que 57% de eleitores escoceses querem permanecer no Reino Unido.

Frente a essa maioria de eleitores, 43% dos eleitores são partidários da secessão, excluindo aqueles que "não sabem" ou os que não vão votar.

Segundo Sturgeon, o triunfo do "Brexit" (saída do Reino Unido da UE) na passada consulta de 23 de junho deixou a Escócia perante uma encruzilhada, frente à qual um referendo de independência é necessário para que a região escolha o caminho a seguir.

Por sua parte, o governo britânico da conservadora Theresa May prevê ativar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que inicia formalmente o período negociador de dois anos para consumar a saída do Reino Unido do bloco comum, "nos próximos dias", após finalizar com sucesso a tramitação do projeto de lei do "Brexit.

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