Procurador-geral dos EUA afirma que nunca disse a Trump que Obama o espionava

Washington, 15 mar (EFE).- O procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, afirmou nesta quarta-feira nunca ter dito ao presidente Donald Trump que seu antecessor, Barack Obama, tenha ordenado gravar suas conversas em sua Torre de Manhattan (Nova York) durante a campanha presidencial.

As declarações de Sessions deixam Trump cada vez mais isolado, já que o líder terá que se defender sozinho das acusações que fez sem provas contra Obama na rede social Twitter.

Em um tweet publicado no início de mês, o presidente acusou Obama de "fazer com que fossem grampeados 'meus telefones' na Torre Trump" de Nova York, onde o magnata vivia e trabalhava durante a campanha eleitoral de 2016.

"Não falei com o presidente sobre isso, nem com o as pessoas que investigam o caso", afirmou hoje Sessions em resposta a perguntas da imprensa durante uma visita a Richmond (Virgínia) para conversar com a polícia local sobre seus esforços para combater o crime.

Em 2 de março, Sessions anunciou que se afastava da investigação de seu departamento sobre a suposta ingerência russa nas eleições de novembro para realizar ataques cibernéticos contra a ex-candidata Hillary Clinton e favorecer o agora presidente, Donald Trump.

Sessions, um dos homens mais próximos a Trump, teve que se afastar da investigação depois que foram reveladas polêmicas reuniões que manteve com o embaixador russo em Washington, Serguei Kislyak, durante a campanha presidencial e quando Sessions fazia parte do Comitê de Serviços Armados do Senado.

O que mais polêmica gerou foi que Sessions não revelou suas conversas com o embaixador russo durante uma audiência no comitê judicial do Senado para ser confirmado no cargo de procurador-geral.

Atualmente, o FBI e os comitês de inteligência do Senado e da Câmara dos Representantes estão investigando a suposta ingerência do governo russo nas eleições de novembro.

Após as acusações contra Obama, Trump pediu ao Congresso que analise também qualquer possível vigilância ordenada por Obama, como parte de sua investigação sobre a intervenção do Kremlin no pleito. EFE

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