Wilders reconhece derrota e promete "forte oposição" na Holanda

Haia, 16 mar (EFE).- O líder da extrema-direita da Holanda, Geert Wilders, reconheceu nesta quinta-feira (data local) a derrota nas eleições gerais realizadas ontem no país, mas celebrou o fato de seu partido ter conquistado quatro cadeiras a mais no parlamento do que no último pleito, em suas primeiras declarações após os resultados divulgados pelas pesquisas de boca de urna.

"Isso é uma primavera patriótica. Eu sou um lutador e não um populista. Nossa influência é grande. Prefiro governar, mas estou disposto a fazer uma forte oposição ao próximo governo", disse o líder do Partido da Liberdade (PVV).

Wilders chegou a exigir um cargo na futura coalizão de governo, mas a maior parte dos partidos já tinha anunciado que recusaria qualquer aliança com o líder populista depois das eleições.

No discurso, Wilders parabenizou seu principal oponente, o atual primeiro-ministro do país, Mark Rutte, líder do Partido Popular pela Liberdade e Democracia (VDD), que deve ficar com 32 cadeiras no parlamento contra 19 do PVV, segundo as pesquisas.

Rutte celebrou o triunfo com um ato com eleitores em Haia. No discurso, o primeiro-ministro celebrou ter derrotado o "populismo errado" de Wilders e mostrou desejo de "unir a Holanda".

Em referência ao adversário anti-islã, Rutte afirmou que a Holanda continua defendendo a União Europeia.

"Em uma campanha, é inevitável que sejam reveladas as diferenças, mas agora é importante unir de novo o país e formar um governo estável para os próximos quatro anos", disse o primeiro-ministro. EFE

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