Colômbia cogita suspender caducidade para apurar contas de campanha de 2010

Bogotá, 16 mar (EFE).- O Conselho Eleitoral da Colômbia decidiu nomear um conferente para que estude a possibilidade de suspender a caducidade que pesa sobre as contas da campanha eleitoral de 2010 do atual presidente Juan Manuel Santos para poder investigar supostas irregularidades pela entrada de dinheiro da Odebrecht.

"O Conselho Nacional Eleitoral ordenou dar trâmite às queixas apresentadas sobre as supostas irregularidades no financiamento da campanha presidencial do ano 2010", afirmou o organismo eleitoral nesta quinta-feira em comunicado.

O órgão acrescentou que decidiu nomear "um conferente para que resolva e leve à Sala Plena o estudo da caducidade e a resposta à solicitação do senhor presidente da República".

Santos deu instruções nesta quarta-feira ao ministro do Interior, Juan Fernando Cristo, para que consultasse com o Conselho Eleitoral a possibilidade de suspender a caducidade que pesa sobre as contas da campanha de 2010 para que possam ser investigados supostos ingressos ilegais nas mesmas.

O presidente colombiano destacou que a ideia é "que tudo fique esclarecido o mais breve possível".

O Conselho Eleitoral ordenou dar prioridade às investigações do caso de Odebrecht para entregar rapidamente os resultados, completou o comunicado.

A contribuição da construtora brasileira foi empregada para comprar cartazes eleitorais e foi revelada pelo empresário Roberto Prieto, que trabalhou na campanha presidencial de Santos em 2010 e dirigiu a de sua reeleição em 2014.

Prieto foi vinculado ao escândalo dos subornos da Odebrecht na Colômbia pelo ex-senador Otto Bula, que foi detido e em depoimento à procuradoria disse que, dos US$ 4,6 milhões que recebeu como propinas da construtora, US$ 1 milhão tinha como destino o gerente da campanha para a reeleição de Santos em 2014, algo que este nega categoricamente.

A procuradoria colombiana também pôde verificar que a Odebrecht assinou um contrato em 2 de fevereiro de 2014 com a sociedade panamenha Paddington, vinculada à empresa colombiana Sancho BBDO, no valor de US$ 1 milhão para realizar uma pesquisa de opinião "a fim de conseguir uma aproximação com o governo do presidente Santos". EFE

mlb/rsd

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